SETCARCE RECEBE VISITA DA STATERA CONSULTORIA E TREINAMENTO

O Presidente do SETCARCE Clovis Nogueira recebeu na manhã desta sexta-feira, 08/11, o sr. Nivaldo Tornisiello, da empresa STATERA CONSULTORIA E TREINAMENTO. Na oportunidade foi firmada parceria para realização de palestras no SETCARCE durante o ano de 2020.

STATERA CONSULTORIA E TREINAMENTO,  Do latim, a palavra “statera” significa equilíbrio. O grande desafio da Logística é alcançar o este ponto de equilíbrio podendo oferecer ao cliente o melhor serviço com o menor custo possível.

Sob esta visão provemos soluções objetivas para reestruturar os processos internos de sua empresa tornado toda a cadeia de suprimentos mais funcional, produtiva e econômica.

 

Construção de via de concreto deve aquecer indústria de cimento no CE

Fonte: Diário do Nordeste

Considerado mais duráveis e de custo-benefício melhor do que os que utilizam asfalto, o pavimento com este tipo de tecnologia será apresentado ao governador Camilo Santana pela Associação Brasileira de Cimento Portland

Rodovia CE-494, que liga as cidades de Crato e Nova Olinda, no Cariri, foi construída com concreto

Com os sucessivos aumentos do preço do asfalto, observados nos últimos anos, o uso do concreto na pavimentação de rodovias vem se tornando cada vez mais atrativo. Hoje, a economia não se dá apenas no longo prazo, uma vez que o concreto possui uma vida útil maior mas, em boa parte dos casos, também na implantação do pavimento. Foi pensando nisso que representantes da Associação Brasileiro de Cimento Portland (ABCP) decidiram apresentar ao governador Camilo Santana, no próximo dia 11, um estudo sobre as vantagens em utilizar o pavimento rígido (concreto) nas estradas cearenses.

A informação foi dada em primeira mão pelo colunista Egídio Serpa e deve redirecionar os R$ 750 milhões anuais gastos pelo Estado em construção e reparos de vias para uma nova e mais moderna tecnologia de construção.

“Não é para qualquer estrada que o concreto é viável. Tem de ter um fluxo mínimo. A ideia é aplicar o pavimento de concreto em vias cujo tráfego diário seja superior a 500 veículos comerciais (ônibus e caminhões). Neste caso, o custo inicial do concreto já é menor do que o do asfalto, uma vez que, para suportar o fluxo de veículos pesados, é necessária camada maior de asfalto”, diz Carlos Teles, diretor comercial da Cimento Apodi.

Teles diz que até pouco tempo atrás, os ganhos com o uso do concreto só apareciam depois de “muitos anos”, pois o asfalto, embora fosse mais barato, tinha maiores custos de manutenção. “Hoje, você tem ganhos desde o início. Mas o setor tem que acordar para o pavimento de concreto”, diz. “Desde 2015, o CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) triplicou de preço”.

Preço e manutenção
De acordo com um estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), entre setembro de 2017 e fevereiro de 2019, o preço do asfalto teve aumento de 108% no Brasil, o que resultou tanto no aumento do custo das obras de construção como na manutenção.

Segundo o executivo, além do custo inicial mais baixo, após 20 anos, considerando os custos de manutenção, a pavimentação de concreto sai pela metade do preço. “A manutenção do concreto é muito pequena, enquanto o asfalto demanda, em média, três recapeamentos em 20 anos”, diz.

Estradas no Estado
Hoje, no Ceará, o pavimento de concreto está presente na CE-494, que liga o Crato a Nova Olinda; em parte do 4º Anel Viário (BR-020), em obras; e na Avenida Dioguinho, na Praia do Futuro. A estimativa é de que o Governo do Estado gaste por ano cerca de R$ 750 milhões com construção e manutenção de rodovias. De acordo com a Superintendência de Obras Públicas (SOP), o Ceará tem 8.038,8 km de rodovias estaduais pavimentadas. O pavimento rígido é utilizado em cerca de 15 km, no trecho Crato-Nova Olinda, além de pequenos intervalos de rampas e pontes.

“No momento, não há projeto para rodovia estadual em concreto no Estado, considerando o perfil de carga das CEs e os custos”, disse a SOP, em nota. O projeto de duplicação do 4º Anel Viário, de responsabilidade do Governo Federal, é executado atualmente pelo Governo do Estado através da SOP, e tem uma nova pista com 26 km de extensão em concreto.

A adoção do concreto nas estradas cearenses também beneficia as empresas locais do setor cimenteiro, pois praticamente toda a produção é feita no Estado. “Com esse impacto na indústria, o Estado arrecada mais impostos, pois são fábricas de dentro do Ceará que vão fornecer o cimento, enquanto o asfalto é praticamente todo importado”, diz Teles.

Preço por quilômetro
Se, em 2013, a construção do pavimento rígido (concreto) só passava a ser mais vantajoso do que o flexível (asfalto) em vias com Volume Médio Diário de veículos comerciais (VDMc) acima de 2 mil, em 2018, o concreto tornou-se mais vantajoso em vias com VDMc acima de 500, sendo 4,5% mais barato do que o asfalto. Segundo um estudo realizado pela ABCP, em 2018, o custo de construção do quilômetro de vias de 7 metros de largura era de R$ 1,261 milhão para o concreto e de R$ 1,321 para asfalto. Considerando vias com volume diário de 500 veículos comerciais.

Já uma pesquisa da Votorantim Cimentos avaliou a eficiência da construção e manutenção durante um período de 20 anos de um pavimento rígido. Os custos de construção e manutenção foram 54% menores com a utilização do concreto.

No Brasil, há atualmente 6.800 quilômetros de estradas com pavimento rígido. No entanto, cerca de 99% das rodovias brasileiras ainda utilizam o asfalto. Mas com a redução dos custos do concreto em relação ao asfalto, esse número tende a crescer, segundo estima a ABCP.

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REALIZADA REUNIÃO DA DIRETORIA DO SETCARCE

A diretoria do SETCARCE esteve reunida em 05/11, em sua sede, cumprindo a programação mensal de reuniões.

O Presidente Clovis Nogueira esteve a frente da reunião, que contou com as presenças dos diretores, Ângela Daniel,  Francisco Julio Farias Santiago, Marcelo Maranhão, Rafael Abrantes, Maria Airtes, Marco Massari, Luis Carlos Correia e do assessor jurídico Dr. Marcos Vianna.

A reunião teve início no auditório Orlando Monteiro. O sr. Cassio Freire fez a apresentação da Plataforma TRUCKAPP,  aplicativo que visa avaliar cargas lucrativas de acordo com os fretes oferecidos no mercado.

Diversos assuntos de interesse do setor foram tratados, atualização das ações propostas  pelo departamento jurídico do SETCARCE, EXPOLOG 2019 – Feira Internacional de Logística, Solenidade de Entrega dos troféus Otacílio Correia e Mérito SETCARCE, encerramento contábil 2018, dentre outros.

Tabelamento de frete deve sumir após retomada, avalia setor

Fonte: Diário do Nordeste

Tabelamento de Frete

Foto: Natinho Rodrigues

Reaquecimento da economia nacional pode impulsionar predominância da lei da oferta e da procura sobre o tabelamento do frete, avalia representante do setor de transporte de cargas. Consulta pública sobre regras está aberta.

O reaquecimento da economia brasileira de forma mais robusta extinguiria qualquer possibilidade de tabelamento do frete rodoviário, na avaliação do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Ceará (Setcarce) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog Nordeste), Clóvis Bezerra. “Na cultura normal do setor nunca houve tabelamento de frete. Desde que foi criado, uns cumprem, outros não. O histórico do transporte de cargas é a lei da oferta e da procura”, diz.

“A tendência é que, mesmo que saia uma tabela de fretes que satisfaça, o País voltando a crescer ela automaticamente será diluída. Tendo carga, falta caminhão e aí entra novamente a lei da oferta e da procura. Esse é o caminho”, reforça Clóvis Bezerra.

No último dia 24, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu nova consulta pública para que representantes do setor e outros interessados contribuam com a elaboração das regras para o piso mínimo. As contribuições podem ser enviadas até o dia 8 de dezembro e uma audiência presencial para discutir o tema será realizada no dia 22 de novembro.

O presidente do Setcarce e da Fetranslog Nordeste lembra que o piso mínimo foi criado pelo Governo Federal no ano passado como uma resposta à greve dos caminhoneiros, sobretudo autônomos, que passavam por dificuldades em decorrência da crise. “Eles sofreram com a recessão longa e o preço do óleo diesel muito alto”, detalha Bezerra, lembrando ainda que as condições das estradas elevam esse custo.

Expectativas

Apesar de lamentar a possível caducidade do contrato de concessão da Ferrovia Transnordestina Logística S/A (TLSA), o que prejudicaria a integração de modais para um transporte mais eficiente, ele aponta que as expectativas para 2020 são positivas.

“Foram muitas negociações. Registramos um crescimento de 30% em equipamentos vendidos na comparação com a Fenatran anterior, num total de R$ 50 bilhões. Isso é muita coisa para o Brasil de hoje, um avanço monstruoso”, explica Clóvis Bezerra.

A projeção do presidente do Setcarce e da Fetranslog Nordeste é que a economia apresente melhora, ainda que lenta, e com isso o setor seja reaquecido. As estimativas têm como base os bons resultados observados em rodadas de negócios realizadas no último Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas (Fenatran), em São Paulo.

Expolog 2019: lançamento com foco em inovação, sustentabilidade e integração

Feira Internacional de Logística acontecerá nos dias 27 e 28 de novembro  

Ocorreu ontem, dia 31 de outubro, no auditório do BS DESIGN Corporate Towers, o lançamento oficial da Feira Internacional de Logística e o XIV Seminário Internacional de Logística (EXPOLOG). O lançamento do maior evento multimodal de logística do Norte e Nordeste contou com uma apresentação institucional do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), ministrada pelo presidente Danilo Serpa.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, representando o governo do Estado do Ceará, fez um histórico das operações do Porto do Pecém, que completa 18 anos em 2020.

O maior evento multimodal de logística do Norte e Nordeste será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Eventos, e vai discutir inovação, integração e sustentabilidade, com o tema “Construir relacionamentos e realizar negócios”. Serão dois dias de imersão com os principais players do segmento de logística, transporte e comércio exterior do País.

“Os participantes terão acesso a cases de sucesso e a palestras sobre o que há de mais moderno sobre logística”, explica Enid Câmara, Diretora Geral da Prática Eventos, responsável pela organização da Expolog 2019.

O Presidente do SETCARCE e da FETRANSLOG Nordeste, Clovis Nogueira discursou ressaltando a importância do evento na discussão dos gargalos logísticos do Estado.

Prestigiaram o evento os Diretores do SETCARCE Angela Daniel, Marcelo Maranhão, Marco Massari, e o gerente do SETCARCE Espedito Róseo Jr.

 

 

 

ValeCard apresenta novas soluções de Gestão de Frotas

A ValeCard, empresa especializada em soluções de frotas, realizou em parceria com o SETCARCE em 24/10, no Hotel Holiday inn, evento com uma novidade exclusiva: seu mais novo sistema de telemetria. A tecnologia auxilia o gestor a manter o monitoramento e desempenho de seus carros e motoristas. “Assim, é possível conquistar resultados efetivos no aumento da produtividade, diminuição de custos com acidentes e manutenção dos veículos, além de mais segurança nas estradas”, explica Marcos André Botelho Ávila, Diretor de Produtos da ValeCard.

Além disso, a empresa levará outras soluções para que empresas do segmento consigam ter o melhor aproveitamento possível de suas frotas.

Durante o Workshop, Helena Deyama, primeira mulher a vencer 3 campeonatos de Rally na história do automobilismo brasileiro, com 24 anos de experiência em liderança de equipes, piloto, palestrante e instrutora de direção defensiva, demonstrou como as escolhas influenciam nos resultados.

Compareceram ao evento, os diretores do SETCARCE Marcelo Maranhão e Marco Massari, Espedito Junior Gerente do SETCARCE, Altair Bezerra e Wesley Vieira da FETRANSLOG NORDESTE.

 

O aplicativo ValeCard Motorista direciona o motorista para o posto, dentre aqueles credenciados à ValeCard, que oferece o combustível com menor preço. Com a ferramenta, o profissional também pode consultar o saldo ainda disponível, a rede credenciada e a melhor rota até o estabelecimento.  Além disso, a empresa contratante dos serviços consegue identificar se os postos indicados foram, de fato, procurados – por meio do Sistema Integrado de Autogestão, que centraliza todas as informações relacionadas ao abastecimento.

O Plano de Viagem permite que a empresa de frota crie uma rota para os seus motoristas, além de definir os postos por onde poderão passar. O mecanismo também possibilita a consulta de preços do combustível antecipadamente e o valor que será gasto em cada estabelecimento, de acordo com o caminho percorrido até então.

Com o módulo Gestão Avançada, uma equipe especialista no gerenciamento de frotas analisa, com profundidade, as informações que chegam ao Sistema Integrado de Autogestão com o propósito de ajudar a empresa na tomada de decisões. O melhor momento para adquirir ou substituir uma frota e a definição dos veículos mais adequados para cada tipo de carga são alguns exemplos dados fornecidos. A partir do estudo deles, são gerados relatórios gerenciais, gráficos, estatísticas e painéis estratégicos para ajudar na redução da ociosidade e de custos.

Se a internet falhar no local onde o motorista estiver, a empresa de frotas não precisa se preocupar com as transações de dados. A ferramenta de transação offline também está disponível dentro do próprio Sistema Integrado de Autogestão.  Com ela, os gestores conseguem ter controle da frota mesmo em condições adversas de conectividades.

 

Pesquisa CNT revela domínio das rodovias privatizadas entre as melhores do país

Pesquisa CNT de Rodovias avalia toda a malha federal pavimentada e os principais trechos estaduais, também pavimentados. Em 2019, foram analisados 108.863 km no Brasil.

Estado Geral

59,0% da malha rodoviária pavimentada apresenta algum tipo de problema, sendo considerada regular, ruim ou péssima. 41,0% da malha é considerada ótima ou boa.

2  Pavimento

Apresenta problemas em 52,4% da extensão avaliada. 47,6% têm condição satisfatória. Em 0,9%, o pavimento está totalmente destruído.

Sinalização

48,1% da extensão é considerada regular, ruim ou péssima. 51,9%, ótima ou boa. A faixa central é inexistente em 6,6% da extensão e as faixas laterais são inexistentes em 11,5%.

4 Geometria da via*

76,3% da extensão é deficitária e 23,7%, ótima ou boa. As pistas simples predominam em 85,8%. Falta acostamento em 45,5% dos trechos avaliados. Nos trechos com curvas perigosas, em 41,7% não há acostamento nem defensa.

5 Pontos críticos

A pesquisa identifica 797 no Brasil, sendo 130 erosões na pista, 26 quedas de barreira, 2 pontes caídas e 639 trechos com buracos grandes.

6 Custo operacional

As condições do pavimento geram um aumento de custo operacional do transporte de 28,5%. Isso reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

7 Investimentos necessários 

Para recuperar as rodovias no Brasil, com ações emergenciais, de manutenção e de reconstrução, são necessários R$ 38,60 bilhões.

8 Investimentos em 2019 

Do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente no Brasil em 2019 (R$ 6,20 bilhões), foram investidos R$ 4,78 bilhões até setembro (77,1%).

9 Custo dos acidentes 

O prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 9,73 bilhões em 2018. No mesmo período, o governo gastou R$ 7,48 bilhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.

10 Meio ambiente: 

Em 2019, estima-se que haverá um consumo desnecessário de 931,8 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento. Esse desperdício custará R$ 3,30 bilhões aos transportadores.

Confira 10 fatos de cada Unidade da Federação e das regiões

De acordo com a pesquisa técnica sobre rodovias divulgada pela Confederação Nacional de Transporte, as 22 melhores vias no Brasil são concedidas. Além disso, em uma classificação geral 74,7% das rodovias concedidas tiveram seu estado classificado como bom ou ótimo Por outro lado, entre as vias administradas pelo poder público o percentual é de somente 32,5%.

O ranking contém 109 ligações rodoviárias. Ao todo, foram avaliados 108.863 quilômetros de rodovias, dos quais 22.079 quilômetros estão concedidos.

De acordo com César Borges, Presidente Executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, o resultado reafirma o exito no modelo de privatizações. Porém, ainda há muito a ser feito.

“Em mais um ano, o estudo comprova o sucesso do modelo de concessão. No entanto, ainda há muito a ser realizado para ampliar e melhorar a qualidade da malha pavimentada do País. Sem falar no baixíssimo índice de investimentos públicos em toda a rede, que é cada vez mais alarmante”, conclui Borges.

  • Amazonas tem o pior estado geral do Brasil. 100% das rodovias avaliadas apresentam algum tipo de deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria da via.
  • Todas as rodovias pesquisadas no Acre apresentam problemas na geometria da via (que envolve a presença de acostamento, entre outras características).
  • Amazonas Acre são os estados com os maiores problemas relacionados à falta de acostamento
  • Amapá possui a pior avaliação das condições da sinalização. 87,8% da extensão avaliada apresenta algum tipo de problema.
  • Alagoas e São Paulo são as unidades da Federação com as melhores avaliações do estado geral, pavimento e sinalização. 86,4% da extensão pesquisada de Alagoas e 81,8% de São Paulo são consideradas ótimas ou boas.
  • MaranhãoCeará e Rio Grande do Sul concentram 49,8% dos 797 pontos críticos de todo o país. Foram identificados 213 no Maranhão (26,7%), 106 no Ceará (13,3%) e 78 no Rio Grande do Sul (9,8%).
  • Acre tem o maior aumento no custo operacional devido às condições do pavimento (66,3%), seguido do Amazonas (56,5%) e Pará (38,2%). A média nacional é de 28,5%.
  • Minas GeraisSanta Catarina e Paraná são os estados que mais tiveram custos com acidentes em 2018. O prejuízo chega a R$ 1,26 bilhão em Minas Gerais, R$ 1,05 bilhão em Santa Catarina e R$ 1,04 bilhão no Paraná. No Brasil, esse custo foi de R$ 9,73 bilhões.
  • “O desenvolvimento pleno e sustentável de um país está diretamente ligado à sua infraestrutura de transporte, que tem a capacidade de mover uma nação, conectar pessoas e lugares e impulsionar a economia. E o Brasil – país de extensão continental – não foge a essa máxima. Ocorre, porém, que temos muito a avançar quando o assunto é investimento. Para transportarmos as nossas riquezas, dependemos (e muito) das rodovias.

    Nesse sentido, a CNT vem alertando – ano a ano – sobre a urgência de ampliar os recursos para as rodovias brasileiras e melhorar a aplicação do orçamento disponível. Os resultados desta 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias evidenciam que os sucessivos alertas da Confederação não foram devidamente ouvidos. Observamos, em 2019, uma piora nas condições da malha pavimentada. E a crise fiscal por que passa o país aciona o sinal de alerta em relação à nossa capacidade de manutenção e expansão da malha.

    A priorização do setor nas políticas públicas e a maior eficiência na gestão são imprescindíveis para reduzir os problemas, aumentar a segurança e evitar desperdícios. Toda a sociedade paga o preço da ineficiência da infraestrutura de transporte. Se a rodovia tem problemas, há mais consumo de combustível e maior desgaste dos veículos. Isso gera custos, que elevam o valor dos produtos. Além disso, há a questão dos acidentes rodoviários, que tiram vidas e oneram o Estado.

    Essa realidade precisa mudar. Isso é inegável. Mas estamos confiantes de que o momento atual é propício para proceder às mudanças necessárias a fim de levar o Brasil para a frente. Para tanto, temos a convicção de que iniciativa privada e poder público precisam caminhar juntos, em um ambiente com regras claras e com mais segurança jurídica.

    Nesse contexto, colocamos à disposição dos transportadores, do governo e da sociedade os resultados aqui expostos e esperamos contribuir positivamente para a consolidação da agenda de infraestrutura de transporte, que vem sendo encarada como estratégica pelo novo governo.”

    Vander Costa
    Presidente da CNT

Gerente da FETRANSLOG Nordeste, Altair Bezerra, participa do debate sobre a Utilização e Ocupação das Faixas de Domínio nas Rodovias Estaduais no SINDIPOSTOS-CE.

No dia 21/10/2019 ocorreu um debate na sede do SINDIPOSTOS-CE sobre a Lei Nº 16.847 de
06 de março de 2019, que trata sobre tarifa anual na utilização e ocupação das faixas de
domínio nas rodovias estaduais. O DER (Departamento Estadual de Rodovias) cobrará uma
tarifa anual pelo uso da faixa de domínio, e o valor da tarifa será calculado nos termos do
anexo único desta Lei.
O gerente da Federação, Altair Bezerra, participou do debate juntamente com os representantes da SEACEC, Sindilojas, ASCEFOR, URBFor, FACIC, FECOMÉRCIO, SINDIPOSTOS e o deputado estadual Tin Gomes.

Devido à complexidade da lei, será agendado um novo encontro para debater sobre o assunto.

Link para acesso da lei:https://belt.al.ce.gov.br/index.php/legislacao-do-ceara/organizacaotematica/viacao-transportes-desenvolvimento-urbano/item/6522-lei-n-16-847-de-06-03-19-do-07-03-19

Má condição de vias eleva custo do transporte de cargas no Ceará

Fonte: Diário do Nordeste

Consumo de combustíveis e manutenção dos veículos são os principais componentes que aumentam os gastos em 35%. Empresas do segmento repassam a alta, que chega ao consumidor com o encarecimento de produtos

A CE-155, que dá acesso ao Porto do Pecém, é um dos pontos mais críticos – Foto: Kid Junior

O atual estado de conservação de pavimento das principais rodovias federais e estaduais que cortam o Ceará tem influenciado os custos do transporte no Estado, bem como os resultados econômicos. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Pesquisa CNT de Rodovias 2019, os gastos operacionais cresceram 35,2% por conta das condições do pavimento.

Os dois principais componentes desse custo são o consumo de combustível e a manutenção dos veículos, ambos impactados diretamente pela boa conservação ou não das estradas. “Quando temos uma via em estado de deterioração alto, o processo de transporte vai acabar consumindo mais combustível e degradando mais o veículo, aumentando os custos de manutenção”, explica o professor de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Bruno Bertoncini.

Ele acrescenta que, além dessas duas variáveis, o custo do transporte de cargas também se eleva com as demoras e atrasos na entrega. “Com as estradas ruins, a carga acaba chegando atrasada, o que fica passível de hora extra para a mão de obra e até o uso de outro veículo para completar a viagem”, detalha Bertoncini.

Reflexo

O diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Ceará (Setcarce), Marcelo Maranhão, confirma que a elevação nos custos na casa dos 35,2% apontados no levantamento da CNT refletem de forma integral a realidade do setor no Estado. “Hoje nós temos três pontos críticos nas rodovias cearenses: a falta de conclusão do Anel Viário, a interdição da ponte do quilômetro 90 da BR-116 para veículos de carga pesada e o acesso ao Porto do Pecém”, enumera.

“Ontem (segunda-feira), nós tivemos uma reunião com a superintendência do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e nos foi garantido que o anel viário estaria pronto até fevereiro. A ponte da BR-116 está sendo trabalhada para conclusão em dezembro. Já em relação ao acesso ao Porto do Pecém, não temos nenhuma promessa de conclusão da obra, que está andando a passos lentos”, lamenta Maranhão.

O diretor do Setcarce ainda teme a chegada da quadra chuvosa e a possível piora da CE-155, que liga a BR-222 ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Perdas e repasses

Para fugir dos prejuízos, as empresas de transporte realizam o repasse em alguma escala desses custos a mais diante das condições ruins de pavimentação das rodovias. “Como em qualquer atividade comercial, a estratégia praticada nos preços é definida pelas próprias empresas. Em geral, em algum momento, esse preço é repassado, o que torna o valor do transporte no Brasil muito alto e, consequentemente, os produtos acabam sendo encarecidos”, diz Bertoncini.

O professor ainda revela perdas de carga ao longo do trajeto. “Há registros de perdas expressivas de produção agrícola, por exemplo, devido às condições de transporte.

Quando se associa o estado de conservação ruim dos veículos, que já possuem uma idade média avançada, com o pavimento deteriorado, na hora que esse veículo passar, vai haver uma perda de produto, até industrializado, dependendo do acondicionamento”.

Bertocini ainda pontua a importância de acompanhamento e gestão, de forma a se operacionalizar em ações. “Estamos falando de um segmento que afeta toda a sociedade. A maneira que a gente se organiza depende muito do transporte de carga. Precisamos ter condições de transporte para que esses bens cheguem íntegros e com preços que a gente consiga ter uma política sustentável”.

Clóvis Bezerra preocupa-se com situação das rodovias

Fonte: Home Balada Inn

Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga, nesta terça-feira (22), a partir das 10h30, o resultado da 23ª Pesquisa CNT de Rodovias, que foi realizada pela entidade para avaliar a situação do transporte rodoviário de cargas no território nacional.

Foram mais de 108 mil quilômetros avaliados, em todo o Brasil. O número de pontos críticos nas rodovias pesquisadas aumentou 75,6%. A pesquisa analisa toda a malha federal pavimentada e os principais trechos estaduais.

O presidente do Setcarce e da Fetranslog, Clóvis Bezerra, demonstrou preocupação. “Essa questão traz grandes prejuízos para o nosso setor, em especial no fim de ano, quando o tráfego de mercadorias para o Natal e Réveillon é maior. As nossas estradas estão em situação precária, inclusive aqui no Ceará, como o Anel Viário e a rodovia de acesso ao Porto do Pecém”, disse.

“Na noite desta segunda-feira, o nosso diretor Marcelo Maranhão estará reunido com equipes da FIEC e do Dnit, para discutir a situação das nossas rodovias aqui no Ceará. Em nível nacional, o pessoal da NT&C Logística também está muito preocupado com essa situação”, completou Clóvis Bezerra.

O presidente da CNT, Vander Costa, destaca a importância do investimento para que seja possível manter e expandir a malha rodoviária brasileira, garantindo a qualidade do tráfego de veículos.

Precariedade de muitos trechos rodoviários do País prejudica o setor de transporte de cargas

Foto: Divulgação

  • Clóvis Bezerra
    Clóvis Bezerra