Setor produtivo avalia alternativas para melhor logística

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A Câmara Temática de Logística do Ceará (CT Log Ceará) realizou  sexta-feira (9), na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o seminário Problemática Logística do Estado do Ceará. O evento foi aberto pelo presidente da Adece, Roberto Smith. Em seguida, ocorreu a apresentação de um estudo desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e Banco do Nordeste (BNB) mostrando os principais gargalos e soluções para a logística no estado. Em Seguida representantes dos Portos do Mucuripe e Pecém, apresentaram um quadro da situação atual dos referidos portos. À tarde, o presidente do Porto de Santos, José Roberto Serra, mostrou as experiências de sucesso da entidade na área de logística.
O Gerente do SETCARCE, Espedito Róseo Silva Junior representou o  Presidente Clovis Nogueira Bezerra.

Esferas pública e privada discutiram opções para a matriz modal cearense, durante evento na Fiec

Os gargalos macrologísticos do Estado foram debatidos ontem, na Fiec, durante o seminário “Discutindo a Problemática Logística do Ceará”. O evento, que marca o terceiro encontro da Câmara Temática de Logística do Ceará (CT Log Ceará), reuniu representantes dos setores público e acadêmico e da iniciativa privada para buscar alternativas para a matriz modal cearense, visando ampliar o desenvolvimento das cadeias produtivas locais.

De acordo com Roberto Smith, presidente da Adece, os investimentos que vem ocorrendo no Ceará são pequenos diante das oportunidades que se colocam para o futuro do estado. Nesse contexto, ele diz que a logística é o substrato em cima de todo o processo onde as decisões são tomadas. “Estamos atados a necessidade do conhecimento logístico para dar as respostas que o setor privado precisa para tomar decisões”, afirma. Segundo Smith, é preciso superar o retardamento do planejamento logístico existente tanto no País, quanto no Estado.

Conforme o presidente da Adece, o papel do órgão é agilizar o funcionamento da Câmara temática. “Estamos juntando esforços de pensamento e ação dos setores privado e governamental com o setor do conhecimento, a universidade. Essa câmara é recente e ainda precisa caminhar bastante. Dentro dela existem problemas apontados por setores que investem em logística, por setores da iniciativa privada que são investidores e dependem da logística, setores usuários e de conhecimento de logística e governo do Estado. Nosso papel é juntar isso tudo para viabilizar soluções. Temos de trabalhar nas duas pontas, no imediato e no futuro, daqui a 10 a 20 anos”, completa.

Estudo

Uma das tentativas nesse sentido foi a apresentação de estudo realizado pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Infra-estruturas de Transporte e Logística da Energia da Universidade Federal do Ceará (GLEN/UFC) em parceria com o Banco do Nordeste (BNB). O levantamento, ainda em fase parcial, foi apresentado pelo professor Bosco Arruda, que coordena o estudo “Caracterização e Análise dos Sistemas Produtivo e Macrologístico na Região Nordeste enquanto suporte à Localização de Empreendimentos: Foco no papel da ferrovia Transnordestina”.

Nova matriz modal

Segundo Bosco Arruda, o estudo busca detectar gargalos macrologísticos, que geram congestionamento nos modais de transporte, em termos de abastecimento e comunicação, podendo prejudicar a performance das cadeias produtivas na Região. “Não há uma articulação sistêmica entre os diversos modais. É preciso mudar a matriz modal do Ceará”, defende o professor dando atenção especial a ferrovia Transnordestina que, do jeito que está formatada originalmente, não deve gerar capilaridade regional, na medida em que não tem terminais de integração rodoferroviários.

Fonte: Diário do Nordeste com edição do SETCARCE