SEFAZ RECEBE TRIBUTO NO CARTÃO

sefazcartao

Os contribuintes do fisco estadual cearense, pessoas físicas ou jurídicas, poderão, a partir de 1º de setembro próximo, pagar os tributos por meio de cartão de crédito, o que lhes permitirá ampliar em até 40 dias, dependendo da data de vencimento, o prazo para recolhimento de impostos, como ICMS, IPVA e ITCD. Para realizar a operação, o cidadão precisará dispor do cartão de bandeira da operadora correspondente a um dos cinco bancos credenciados pela Secretaria da Fazenda (Sefaz): Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste (BNB).

“O Ceará será o primeiro Estado da Federação a permitir que o contribuinte pague os impostos com cartão de crédito”, anunciou na noite de ontem, o titular da Sefaz, Mauro Benevides Filho, durante palestra sobre a política de Gestão Fiscal do Estado, no Centro Industrial do Ceará (CIC). “Isso (a medida) irá ensejar em maior prazo para pagamento dos tributos, menor inadimplência e ampliar a arrecadação estadual”, sinalizou.

“Nosso objetivo é facilitar a vida do contribuinte”, acrescentou ainda o coordenador de Arrecadação da Sefaz, José Carlos Cavalcante.

“Custo zero”

Cavalcante garantiu que, ao contrário do que acontece no comércio, onde o empresário paga um porcentual da venda à operadora de cartão de crédito e só recebe a primeira parcela da venda 30 dias depois, a transação terá “custo zero”, para o contribuinte e para o Estado.

Segundo ele, apesar de o cliente só desembolsar o valor do imposto na data de vencimento do cartão, o governo será creditado dois dias depois.

Para o banco, acrescenta, a vantagem será a fidelização do cliente. José Carlos Cavalcante informou, que dos cinco bancos previstos para receber o pagamento dos impostos estaduais por meio do cartão, dois – Bradesco e Banco do Brasil – já aderiram a proposta, enquanto os demais estão em fase de negociação com a Sefaz.

Ação da CNI questionada

Em meio a cobranças por mais incentivos ao setor industrial, Mauro Filho explicou que o governo do Estado irá questionar ação interposta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que requereu no Supremo Tribunal Federal a suspensão de incentivos fiscais à importação de insumos básicos por empresas que se instalaram no Ceará a partir de 1975.

Para o secretário, o governo não está fazendo renúncia fiscal, mas cobrando 25% e emprestando 75% do ICMS, com prazo para pagamento de dez anos e mais três anos de carência.

Fonte: Diário do Nordeste