Instalado Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte, Com assento do SETCARCE

 

A Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz/CE) instalou, nesta terça-feira (02/04), o Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte (Condecon). Composto por representantes da Sefaz e de entidades do setor produtivo e de categorias profissionais, o colegiado pretende fortalecer o diálogo com a sociedade e debater ideias para desburocratizar a cobrança de impostos, melhorando o ambiente de negócios no Ceará.

Simplificação foi uma das palavras mais ditas na primeira reunião do Conselho. A titular da Sefaz, Fernanda Pacobahyba, defendeu a necessidade de facilitar o cumprimento das obrigações tributárias no Estado. “Não faz sentido que um empresário cearense gaste em torno de 1.900 horas por ano para cumprir suas obrigações acessórias. Queremos simplificar essa legislação. Sabemos que isso tem um custo muito elevado para as empresas”, afirmou.

O representante do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC), Eliezer Pinheiro, disse que é preciso tornar a legislação mais simples e clara para os contribuintes. O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), Freitas Cordeiro, sugeriu que as entidades do setor produtivo se reunissem para apresentar uma proposta de simplificação tributária. “Não vamos ter uma reforma tributária nos moldes que esperamos, mas podemos construir soluções possíveis”, ressaltou.

Os representantes das demais entidades parabenizaram a iniciativa da Sefaz em ampliar os canais de contato com os contribuintes e chamaram a atenção para a importância de simplificar os procedimentos tributários.

Tomaram posse representantes da Sefaz e de 12 entidades. São elas: Federação das Associações do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (Facic); a Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio); a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec); a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec); a Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Ceará (OAB/CE); o Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC); o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Ceará (Setcarce); a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL); a Procuradoria Geral do Estado (PGE); a Associação dos Auditores Fiscais da Receita Estadual e dos Fiscais do Tesouro Estadual do Estado do Ceará (Auditece); o Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf/CE); e o Conselho Regional de Economia do Estado do Ceará (Corecon).

O SETCARCE está representado:

  1. Fredy José Gomes de Albuquerque (Conselheiro Titular)
  2. Robério Fontenele de Carvalho (Conselheiro Suplente)

Nesse primeiro encontro, os conselheiros escolheram como presidente e vice-presidente do Condecon, respectivamente, a secretária Fernanda Pacobahyba e o representante da Facic, José Damasceno Sampaio. Eliezer Pinheiro, do CRC, foi conduzido ao cargo de secretário do colegiado.

Foi deliberado que, na próxima reunião marcada para o dia 13 de maio de 2019, na sede da Facic, as entidades vão colocar em votação uma proposta de Regimento Interno previamente acordada entre os conselheiros.

Entre as atribuições do Condecon estão: planejar, elaborar, coordenar e executar a política estadual de proteção ao contribuinte; analisar as sugestões encaminhadas ao colegiado; orientar sobre os direitos, garantias e deveres dos contribuintes e conscientizar sobre os tributos e sua função social.

Foto: Dr. Fredy Albuquerque e Fernanda Pacobahyba

FONTE: SITE SEFAZ – com edição do SETCARCE

SETCARCE PRESENTE A REUNIÃO DO COMITÊ TÉCNICO DA EXPOLOG 2019

O Comitê Técnico da EXPOLOG esteve reunido na manhã desta sexta-feira (05/4), no salão Catamarã do Hotel Marina Park,

O Evento tratou da programação de palestras da EXPOLOG 2019  – XIV Seminário Internacional de Logística, que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

O SETCARCE foi representado por seu presidente Clovis Nogueira Bezerra,  Marcelo Maranhão (Diretor) e Espedito Róseo Júnior (gerente).

Estiveram presentes profissionais ligados a logística representando entidades como: Banco do Nordeste, Brilhante Eventos, BRG, Câmara Brasil Portugal no Ceará, Companhia Docas do Ceará, Companhia Siderúrgica do Pecém, CIPP S/A Porto do Pecém, Diário do Nordeste, Engaja Comunicação, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Centro Internacional), Prática Eventos, Setcarce, Star Logística, Tecer Terminais e Termaco Logística, dentre outras.

Evento

Além de debates sobre os modais logísticos (rodoviário, portuário, ferroviário e aeroviário), em especial sobre a integração entre eles, o evento discutirá como o segmento logístico pode interferir de maneira positiva para gerar negócios.

Com realização da PRÁTICA EVENTOS, o evento concentra os principais executivos do setor de logística, interessados em conferir o que está sendo ofertado, oportunizando o estabelecimento de canais para um intercâmbio comercial permanente.  A EXPOLOG estará instalada em uma área de mais de 5.000 m2, no Centro de Eventos do Ceará, o mais moderno da América Latina e contando com os principais nomes da Logística, que ajudarão a transformar os seus negócios com ideias inovadoras e planos para fortalecer a cadeia da logística em nosso país.

 

MOBILEYE VISITA O SETCARCE

Representantes do Mobileye an Intel Company Sr. Adolfo G. Neto e Francisco Morais estiveram na manhã desta terça-feira 09/4, na sede do SETCARCE, e foram recepcionados pelo Presidente Clovis Nogueira.

A intenção de visita foi demonstrar o Sistama Anticolisão mobileye.

A empresa Mobileye criou em 2012 um dispositivo chamado Mobileye Série 6, que ainda é pouco conhecido, apesar de já ter algum tempo de mercado. Mobileye Série 5 é composto de um pequeno dispositivo eletrônico equipado com radar e sensores, instalados no painel e para-brisa que ao serem acionados são capazes de detectar pedestres e veículos, bem como alertar possível colisão, desvio de faixa involuntário, placas de sinalização ou controle de farol alto.

Apesar da Mobileye ser uma multinacional cuja a sede está na Holanda, sua ideia original e seu centro de desenvolvimento está localizado no Estado de Israel, com escritórios na ilha de Chipre, Estados Unidos, Alemanha, China e Japão. A grande maioria dos diretores da empresa são israelenses e formados em Israel.

Fonte: site câmara Brasil/Israel.

Mobileye: http://www.mobileye.com/

 

 

MBA EM LOGÍSTICA DE TRANSPORTE, PARCERIA SETCARCE/FBUNI

O Presidente do SETCARCE Clovis Nogueira Bezerra recepcionou nesta quinta-feira (04/04),  o Professor/Dr em Logística Igor Pontes Coordenador do Centro Universitário Farias Brito. Na oportunidade apresentou o Curso MBA EM LOGÍSTICA DE TRANSPORTE que será ofertado pela FBuni,  e início previsto para maio próximo.

Os associados do SETCARCE terão direito a descontos especiais nas mensalidades.

Clique no link abaixo para mais informações.

http://fbuni.edu.br/educacao-continuada/pos-graduacao/curso/256/turma/347?fbclid=IwAR2F4CiZIPbsrALrvDW6CL2-5nxG1bKDeRWAQdc3WN8hrZD9DUgdG75hkd0

ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O CURSO Especialização em Gestão de Negócios ITL-FUNDAÇÃO DOM CABRAL SEST SENAT

Apresentação

A Especialização em Gestão de Negócios é uma pós-graduação latu sensu ministrada pela FDC (Fundação Dom Cabral). Tem como objetivo capacitar gestores e executivos de empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão de negócios. Visa, ainda, desenvolver as competências necessárias para tornar o setor mais competitivo. O curso é regulamentado pelo MEC (Ministério da Educação), conforme a Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

O curso faz parte do Programa Avançado de Capacitação do Transporte, coordenado pelo ITL e promovido pelo SEST SENAT. O programa tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de pesquisas científicas. A especialização é gratuita, e voltada para gestores das empresas de transporte associadas ao Sistema CNT.

O currículo da Especialização em Gestão de Negócios foi idealizado considerando o pensamento prático do mundo dos negócios. Buscou-se avaliar práticas de gestão dos transportes nas organizações, balanceando a teoria com a prática e desenvolvendo nos participantes uma visão empreendedora e criativa.

Objetivo

Capacitar gestores e executivos das empresas de transporte e logística nas mais modernas técnicas de gestão de negócios, desenvolvendo as competências necessárias para tornar o setor mais competitivo. O curso trabalha a visão sistêmica nas organizações, identificando aspectos fundamentais para o desenvolvimento de equipes de alta performance operacional. A ideia é desenvolver uma visão crítica e analítica, embasada em técnicas tradicionais e inovadoras que são fundamentadas e trabalhadas por professores com experiência prática em importantes instituições. ​

Público-alvo

Destinada, exclusivamente​, aos profissionais das empresas de transporte, dos modais rodoviário de cargas e passageiros, ferroviário, aquaviário, operadores logísticos e aéreo, filiados às federações e/ou associações que integram o sistema CNT.

Carga-horária e duração

O curso tem carga horária total de 370 horas, sendo 20% ministradas a distância (74 horas) e 80% em encontros presenciais (296 horas).
A modalidade presencial é realizada, bimestralmente, durante cinco dias consecutivos (segunda a sexta-feira), das 8h às 18h.
A capacitação tem duração de, aproximadamente, 14 meses. ​

Metodologia

A estratégia de aprendizagem adotada considera os quatro pilares da educação: saber, saber fazer, saber conviver e saber ser. (Unesco, 2000).

Em cada disciplina, o participante tem acesso, com antecedência, ao material para a atividade prévia. Com esse conteúdo, inicia-se o processo de ensino-aprendizagem. Essa metodologia tem o intuito de proporcionar um nível mínimo inicial de entendimento do tema para o participante, além de uma equalização desse conhecimento com seus colegas.

Em cada aula é adotada uma estratégia dinâmica, em que são utilizados recursos como: filmes, estudos de casos, análise de textos, exercícios práticos, entre outros. A participação é incentivada com uma estratégia de avaliação do envolvimento do aluno nessas atividades.

O processo de aprendizagem continua após o encerramento das aulas de cada disciplina, por meio das estratégias de verificação de aprendizagem, que permitem ao aluno um aprofundamento maior nos temas estudados.

Fique atento às instruções para inscrição

  • Por meio do link disponibilizado, o candidato deverá cadastrar e-mail e senha. A partir do cadastro, receberá, no e-mail cadastrado, um link para iniciar sua inscrição.
  • Preencher a ficha de inscrição.
  • Ler, com atenção, o Termo de Adesão aos Serviços Educacionais, constante no sistema de inscrições, e dar o “de acordo” para finalizar a inscrição no processo seletivo. A leitura deste documento pelo candidato e também pelo gestor é de suma importância para o conhecimento das regras, direitos e deveres do participante ao longo da realização do programa de especialização.
  • Anexar os documentos obrigatórios:
    • Termo de Liberação do Colaborador pelo Gestor: este documento está disponível para download no sistema e deverá ser lido e assinado pelo gestor imediato do candidato;
    • Currículo atualizado;
    • Diploma de conclusão de ensino superior;
    • Outros arquivos: esta opção não é obrigatória. Insira neste campo certificados e/ou documentos que considere importante na complementação de sua formação.
      Obs: os arquivos deverão ser anexados em formato PDF.

  • O candidato poderá retornar ao seu cadastro para anexar os documentos. Para isto, é obrigatório utilizar um e-mail válido e memorizar a senha de acesso.

Conteúdo programático

O curso e​stá estruturado em 4 módulos que totalizam 370 horas, organizados em 8 encontros presenciais:

MÓDULOS DISCIPLINAS
I Dimensões do indivíduo nas Organizações Encontro 1:

1. Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) com MBTI
2. O Indivíduo na Organização
3. Desenvolvimento de Equipes

4. Ser Ético
II Visão Sistêmica 5. Visão integrada da gestão
6. Inovação e Competitividade

Encontro 3:

* Visita a Unidade do SEST SENAT
7. Visão Integrada da Cadeia de Valor: Supply Chain Management
8. Infraestrutura e Logística de Transporte no Brasil
9. Concessões e Parcerias Público-Privadas

III Instrumentos da Gestão de Negócios Encontro 4:

10. Gestão Estratégica de Pessoas
11. Liderança Baseada em Valores
12. Gestão da Comunicação

Encontro 5:

13. Gestão de Equipes para Alta Performance
14. Gestão de Projetos
15. Gestão da Mudança e da Cultura Organizacional

Encontro 6:

16. Gestão de Finanças
17. Negociação Avançada para Gestores
18. Gestão Estratégica de Custos e Orçamento

Encontro 7:

19. Modelo de Gestão Orientado para Resultados
20. Gestão da Performance Organizacional
21. Gestão de Processos

Encontro 8:

22. Gestão da Informação e do Conhecimento
23. Gestão Responsável para a Sustentabilidade

IV Projeto Aplicativo 24. Projeto Aplicativo – BANCA AVALIADORA

Projeto aplicativo

É trabalho de conclusão do curso de Especialização em Gestão de Negócios, conforme exigência legal.

Tem por finalidade empregar os conceitos em situações reais da gestão. O objetivo é integrar a teoria com a prática por meio de uma questão relevante para o participante e para a empresa de transporte. O Projeto Aplicativo proporciona a tangibilização do conteúdo estudado ao longo do curso.

Para o aluno, o desenvolvimento do projeto representa a oportunidade de aprofundar conhecimentos em um tema de seu interesse e da sua empresa, com ampliação e enriquecimento de sua base conceitual e prática.

Os orientadores do Projeto Aplicativo têm ampla experiência no tema a ser desenvolvido em cada projeto. Eles ficam disponíveis para auxiliar e orientar os participantes durante todas as etapas do desenvolvimento do trabalho.​

Corpo Docente

O corpo docente é constituído por professores com formação acadêmica e ampla experiência prática, que estão à frente de importantes instituições e têm como foco aliar a teoria à prática. Os orientadores do Projeto Aplicativo têm formação acadêmica no tema a ser desenvolvido em cada projeto, além de experiência profissional em empresas, como executivos ou gestores.

Encontro 2:

Especialização em Gestão de Negócios

XIX Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas

Realizado em conjunto com a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, este evento acontece nas dependências do Congresso Nacional e tem como objetivo reunir o empresariado do setor de transportes de cargas, lideranças, parlamentares, autoridades governamentais, integrantes do meio acadêmico, técnicos especializados e a sociedade em geral, a fim de discutir atividades que viabilizem propostas referentes às áreas voltadas ao setor de transporte de cargas.

O evento tem como propósito, debater de forma produtiva, questões fundamentais para o desenvolvimento do País no que diz respeito ao transporte rodoviário de cargas.

Botão Site Seminário Brasília

ESTAMOS COM PROBLEMAS NAS LINHAS TELEFôNICAS – LIGUE – (85) 98685-4594

Prezados Associados,

ESTAMOS COM PROBLEMAS NAS LINHAS OI – FIXO: 3276.4118

DISPONIBILIZAMOS A LINHA-CELULAR-OI

9.8685-4594

 

 

 

 

 

Saiba como o Supply Chain 4.0 revoluciona o setor de logística

 

Processo insere tecnologia à cadeia de suprimentos, que se torna mais integrada, rápida, flexível, detalhada, precisa e eficiente

Foto: Imprensa CNT

A indústria 4.0 já existe em todo mundo e colocou em prática conceitos até então desconhecidos, como Internet das Coisas, robótica avançada, analytics e big data. A tecnologia cresceu de forma exponencial e trouxe grandes facilidades para mercados diversos, entre eles o de suprimentos e logística, que, desde então, vem adotando o chamado Supply Chain 4.0. Mas o que é esse processo exatamente?
O assunto foi um dos destaques da Intermodal South America 2019, realizada na semana passada, em São Paulo. O processo garante que a gestão da cadeia de suprimentos seja mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e que as decisões sobre custo, estoque, e atendimento sejam tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente, por função. Com isso, a cadeia de abastecimento torna-se mais rápida, flexível, detalhada, precisa e eficiente.
De acordo com o João Pedro Castelo Branco, da McKinsey & Company, a cadeia de suprimentos é balizada por três variáveis básicas: rapidez na mudança de expectativas dos clientes, com tendência de individualização a partir do celular; foco na conveniência; e super sensibilidade ao preço. “A demanda e o comportamento do consumidor são afetados pela grande quantidade de opções que temos e pela forma como resolvemos nossa necessidade. Isso gera obrigação de precisão e de integração na cadeia”, explica. Segundo ele, as empresas estão mudando a forma de operar para se adaptarem às necessidades dos consumidores.
Nesse contexto, surgem máquinas com grande capacidade computacional, que analisam dados de forma mais dinâmica do que seres humanos. “Precisamos de profissionais capazes de interagir com todo o conhecimento gerado para receber inputs e trabalhar a viabilidade da máquina.” Entre as possibilidades geradas estão, por exemplo, a automação de veículos para tarefas repetidas, impressão 3D e, até mesmo, entregas em locais não usuais. “Quem disse que hoje eu preciso entregar um produto na sua casa? Eu posso entregar no porta-malas do seu carro. A Amazon já opera dessa maneira”, pontuou.

E as outras empresas?

Várias empresas vêm usando o Supply Chain 4.0 nas entregas de seus produtos. A Autotrack, por exemplo, monitora todo o ciclo operacional das cargas transportadas de caminhão, desde a coleta até a entrega. Cada etapa do processo é verificada, como a rota percorrida, tempo de direção, acidentes, temperatura da carga, perfil do condutor, uso de combustível e de pneu. “A ideia é que monitoremos indicadores que alimentam nossa cadeia. Com isso, nossa operação logística se torna muito mais eficiente”, explica Márcio Toscano, diretor-executivo da empresa.
O Mercado Livre, plataforma de tecnologia que oferece serviços de e-commerce para toda a América Latina, também adotou as vantagens de uma cadeia de abastecimento complexa desde 2013. “Optamos por não ter estoques. Construímos tecnologias paras fazer com que empresas possam anunciar seus produtos e para que compradores possam receber”, conta o diretor Leandro Bassoi.
Segundo ele, a mudança de paradigma veio a partir da necessidade de modernização da plataforma e de melhoria da experiência de compra dos usuários. Um dos processos de geração e acúmulo de dados foi a partir da criação de uma interface com os Correios. “No momento da compra, o Mercado Livre gerava uma etiqueta dos Correios para o fornecedor. Quando ele enviava a mercadoria ao cliente, a gente recebia essa informação. Isso gerou muita eficiência aos nossos processos.”
Outro exemplo de eficiência vem da atuação da empresa na Argentina. Como grande parte das mercadorias do país é entregue por meio de motoqueiros, a plataforma criou um aplicativo de celular para esses profissionais. Antes de iniciarem o trajeto, eles entram na ferramenta, acionam a função de leitura do código de barras impresso na caixa, e, em seguida, geram dados do trajeto feito pelo motorista. “O Mercado Livre trabalha sempre com tecnologia. A gente não se dá por vencido até melhorar. Nossa meta principal é oferecer excelência na execução e gerar valor para os usuários”, conclui Bassoi.
​Evie Gonçalves
Agência CNT de Notícias

 

 

Vander Costa assume a presidência do Sistema CNT

Fonte: SETCESP

Confira a entrevista concedida pelo novo mandatário da CNT, do SEST SENAT e do ITL, que tomou posse na última quinta-feira (21)

​A CNT, o ITL e o SEST SENAT estão sob nova batuta. O empresário mineiro do transporte de cargas Vander Costa – eleito em fevereiro, por unanimidade, pelo Conselho de Representantes da CNT – tomou posse na última quinta-feira (21), em Brasília (DF), para comandar as entidades pelos próximos quatro anos. Vander Costa respira o transporte desde a infância e, agora, vive a expectativa de estar à frente dessas instituições e de tocar o legado do presidente Clésio Andrade. Preparado, ele tem clara a ideia de que a rota para o Brasil inaugurar uma nova era de desenvolvimento, geração de empregos e distribuição de riquezas passa, invariavelmente, pelo investimento em infraestrutura. “A CNT tem papel estratégico na formatação desses projetos e no convencimento dos governantes”, diz ele.

Para destravar, no curto prazo, os investimentos na área, o novo presidente fala da necessidade de “abrir os caminhos para a maior participação do setor privado” e de haver uma regulação responsável. “Se quisermos atrair investidores, precisamos expor, de maneira clara e objetiva, as regras do jogo, garantindo segurança jurídica”, afirma. Costa também não vê com bons olhos o atual modelo de outorgas praticado nas concessões do transporte, com altos valores, o que, na visão dele, onera as operações e atrasa o desenvolvimento econômico.

Sobre a inédita atmosfera política por que passa o país, Costa considera acertada a agenda reformista encampada pelo governo Bolsonaro, com a reforma da Previdência na linha de frente, mas critica a marginalização da política enquanto instrumento de uma democracia representativa. Ele entende que velhos e viciados hábitos decorrentes do presidencialismo de coalizão devam ser suprimidos, porém, defende o diálogo permanente com todos os setores para se chegar aos melhores denominadores comuns.

Na conversa a seguir, Vander Costa endossa a relevância social do SEST SENAT como indutor da melhoria da qualidade de vida do trabalhador do transporte e do ITL na preparação de lideranças para a vanguarda do transporte.

Ao longo de toda a sua vida pessoal e profissional, como o senhor definiria sua relação com o transporte?
Eu tenho uma relação forte com o transporte desde muito pequeno. Meu pai começou a dirigir caminhão ainda nos anos 1940. Quando nasci, em 1962, ele já era um empresário do transporte de cargas. Minhas primeiras lembranças, quando eu morava em Araxá (MG), eram com os caminhões e os passeios que a gente fazia neles. Durante toda a minha vida, estive ligado ao caminhão, à carga, à estrada. Comecei a trabalhar com 14 anos em uma empresa de transporte da qual o meu pai era sócio e, em 1982, fundamos a nossa própria empresa, a Vic. Desde então, venho trabalhando como gestor dessa empresa. Também, desde muito cedo, ingressei na vida sindical. Fui diretor e presidente do Setcemg (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais) e da Fetcemg (Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais). Então, no setor de transporte, eu já tenho uma experiência de algumas décadas de atuação.

Qual a sua expectativa para o início dos trabalhos como presidente da CNT, do ITL e dos Conselhos Nacionais do SEST e do SENAT?
A minha expectativa é bastante positiva. Eu me sinto preparado, pela experiência que acumulei como gestor de empresa e dirigente sindical, a exercer essa nova função e continuar o trabalho que vinha sendo encabeçado pelo presidente Clésio Andrade. Por conhecer o trabalho dele à frente da CNT e na criação do SEST SENAT e do ITL, é um grande desafio continuar sua obra. Mas também tenho a tranquilidade de já pegar um setor consolidado. São instituições constituídas, atuantes, com equipes formadas por profissionais competentes, com alta capacidade técnica, que já têm conhecimento do trabalho que desenvolvem. A estrutura está pronta para avançarmos e continuarmos no caminho do desenvolvimento. Daremos continuidade ao trabalho que está sendo desenvolvido e estaremos sempre atentos para modernizar, ouvindo e atendendo aos anseios dos transportadores de todos os modais.

Quais serão as principais agendas das instituições nesse novo ciclo?
A CNT tem um papel importante na formatação de projetos de infraestrutura no Brasil. Se o Brasil quiser crescer – e todo brasileiro quer que o país cresça – e tiver mais possibilidade de distribuição de renda, nós não precisaremos reinventar a roda. Precisaremos olhar para o mundo e para onde o crescimento está acontecendo. Houve crescimento em países que investiram em educação e infraestrutura. Os tigres asiáticos cresceram pela educação de alto nível; e a China e a Índia, pela infraestrutura. E quando falamos de infraestrutura, nos referimos a todas as áreas: transporte, saneamento, telecomunicações. O papel da CNT é também o de convencer os governantes de que investir em infraestrutura é preparar o Brasil para o crescimento. A função do SEST SENAT é capacitar a mão de obra para esse crescimento. Há pouco tempo, quando a economia estava aquecida, em 2013 e 2014, as empresas conviveram com a falta de mão de obra qualificada. Então, precisamos continuar trabalhando para oferecer treinamento especializado. Além disso, tem a parte de promoção da saúde, que é fundamental. Um trabalhador produtivo é mais feliz e saudável. O ITL, por sua vez, tem como objetivo ampliar a especialização na gestão das empresas. Convivemos em um setor ainda com empresas formadas e geridas sem muito conhecimento acadêmico e técnico da área. Por isso, é fundamental dar continuidade aos programas desenvolvidos com reconhecidas instituições nacionais e internacionais, de modo a permitir que o empresário domine a técnica de empreender e esteja sempre atento ao que está acontecendo no mundo.

O Brasil ensaia uma recuperação econômica – após uma longa recessão que impactou diretamente a atividade transportadora – e tem um novo governo, com uma agenda reformista e pretensamente dissociada de dogmas clássicos da política brasileira. Que leitura o senhor faz deste momento do país?
Na minha visão, é correta a agenda reformista, mas é equivocada essa ideia de dissociá-la da política clássica. O Brasil é um país democrático e, se estamos em uma democracia, precisamos ter a política funcionando. O Executivo não faz tudo sozinho. É equivocado pensar que o Executivo, por ter sido eleito pelo voto da população, vai fazer tudo sem o apoio do Legislativo. Quebrar com algumas práticas viciadas do chamado presidencialismo de coalizão é correto, mas não dialogar é equivocado. E o governo Bolsonaro, nesse pouco tempo de atuação, tem conversado pouco sobre projetos, propostas e ideias. Existem muitos analistas que, antes de o Congresso tomar posse, diziam que as reformas já estavam aprovadas. Eu torço para que a da Previdência seja aprovada, e vamos trabalhar da maneira que for necessária para convencer o legislativo dessa importância. Por isso, eu falo que se afastar da política não é a atitude correta. É preciso fazer sim uma política diferente, baseada na conversa, no convencimento. Trazer a sociedade para esse diálogo também é essencial.

Considera acertada essa pauta inicial do governo mais focada na Reforma da Previdência (com vistas ao saneamento das contas públicas), na desburocratização de processos e em medidas para combater a insegurança nas cidades e a corrupção? Por quê?
O governo acerta, sim. A reforma da Previdência, a meu ver, não tem muita opção. Sem ela, o governo não tem como pagar os aposentados. A segurança também é fundamental. Ela está frágil, e essa foi a bandeira do governo eleito durante a campanha. Os projetos enviados pelo ministro Sérgio Moro ao Congresso estão corretos, apesar de ter alguns pontos que não compreendemos ainda. Um deles é o veto do presidente Bolsonaro ao aspecto do combate ao roubo de cargas, que tratava da cassação do CNPJ do receptador da mercadoria roubada. Nós, transportadores, consideramos que esse item é fundamental para combater esse crime com uma severa punição ao receptador.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, afirmou que a receita para destravar os investimentos em infraestrutura é “eliminar regulação”, pois quem dá a solução é o setor privado. O senhor acha que esse é o caminho?
Abrir os caminhos para a maior participação do setor privado é, sim, imprescindível. Mas, em relação à regulação, é preciso ser cauteloso. Precisamos de uma regulação clara. O que afasta o capital privado é a falta de normas claras, transparentes. Precisamos eliminar entraves, e não regulação. Se quisermos atrair investidores, precisamos expor, de maneira clara e objetiva, as regras do jogo, garantindo a segurança jurídica.

Quais medidas o governo precisa tomar, de imediato, para que o setor privado possa contribuir mais para a melhoria do transporte brasileiro?
É importante eliminar as outorgas, ou baixar seus valores, para poder prover o investimento em infraestrutura de transporte e garantir sua sobrevivência. Por exemplo, nos leilões dos aeroportos, esse dispositivo foi um alívio para o caixa do governo, mas hoje é um problema para a população. Os preços subiram muito nos terminais, e o movimento não é tão grande. Por que é caro o cafezinho do aeroporto? Porque existe outorga e, para pagar esse valor, o administrador precisa cobrar caro o valor do aluguel de quem vai explorar o ponto do comércio. O mesmo acontece com as rodovias. Outorgas altas significam pedágio caro. A consequência disso é a elevação dos custos do transporte, o que retarda o desenvolvimento econômico. A outorga é perversa para a sociedade brasileira; ela resolve os problemas de caixa no dia do leilão, e não no longo prazo.

Sob essa perspectiva, em quais bases está sendo estruturada a relação da CNT com o novo governo e com essa nova configuração do Executivo federal e da política como um todo?
Estamos realizando diversas reuniões com os órgãos do governo. Sabemos que os ministros estão bastante envolvidos na formulação de projetos nesse início, organizando a casa. Mas estamos mantendo um diálogo para colocar nossas ideias. Nesses dois meses, as reuniões não aconteceram na proporção que esperávamos, mas entendemos que o governo ainda está se estruturando. Estamos bastante otimistas e vamos desenvolver nosso trabalho junto ao Executivo e ao Legislativo para apresentar nossas propostas naquele trabalho incansável de convencimento de que o melhor caminho para o Brasil se desenvolver é investir em infraestrutura.

À luz dos cada vez mais urgentes avanços tecnológicos e da premente necessidade de formação profissional, como o senhor vê o futuro do transporte? Do que o Brasil precisa para acompanhar essas transformações?
Mudanças sempre existirão, e precisamos estar abertos a elas. Se analisarmos o transporte de cargas desde a década de 1960, ele mudou muito e vai continuar mudando. Mas, independentemente das transformações, o transporte vai continuar sendo necessário. Já contamos com grandes e novas transformações tecnológicas, mas, ao contrário do que muitos acreditam, não aposto no fim dos veículos. O drone, hoje, já é uma realidade. Isso é uma evolução, porém, não realizaremos todo o transporte de cargas por esse equipamento. Até mesmo porque, se isso acontecer, transferiremos os problemas das rodovias para o céu. A tecnologia vem para dar mais segurança e mais mobilidade e reduzir custos. Teremos uma mudança da matriz energética, com a substituição dos combustíveis fósseis por outros renováveis.

A CNT, o SEST SENAT e o ITL estão preparados para essa nova conjuntura, isto é, para o futuro?
Estamos preparados e, também, estamos nos aperfeiçoando. Isso precisa ser algo contínuo. Com as mudanças que já temos hoje, conseguimos nos adaptar e atender às demandas atuais do setor. Além disso, iniciamos um movimento para compreender melhor tudo o que está acontecendo. Temos feito diversas missões internacionais para acompanhar como estão as pesquisas e o desenvolvimento desse novo cenário. Esse é um trabalho que precisa ser constante. Estamos atentos a ele.

O SEST SENAT tem como missão transformar a realidade do transporte brasileiro e começa 2019 com um novo planejamento estratégico. Ao longo da sua trajetória no setor de transporte, o senhor presenciou e participou diretamente da atuação da instituição. Que avaliação faz desse trabalho?
O trabalho do SEST SENAT é vitorioso. A criação foi coordenada pelo presidente Clésio Andrade e contou com a participação de empresários do transporte. Foram os líderes do transporte que comandaram esse processo. Eles sonharam e viram esse sonho se tornar realidade. Na minha visão, o SEST SENAT cumpre o seu papel e tem se preparado para desempenhar novas funções que acompanhem a evolução do transporte.

O Sistema S vive a ameaça de um possível corte na arrecadação de recursos, o que, se for concretizado, poderá afetar os serviços prestados aos trabalhadores do transporte e à sociedade. Qual é o principal argumento para sustentar que o SEST SENAT não deva passar por esse corte?
O trabalho que realizamos. Toda a arrecadação destinada à manutenção dos nossos serviços é aplicada e revertida em melhorias para a vida do trabalhador do transporte. Os números mostram e comprovam isso. E é importante darmos ênfase nisso. Se houver cortes no Sistema S, tira-se do trabalhador para beneficiar as médias e grandes empresas. O ganho do empresário nesse cenário é ter mão de obra de qualidade, com profissionais capacitados, que geram mais produtividade. É um grande equívoco achar que um empresário vai contratar mais pessoas porque houve um corte de 1% ou 1,5% no gasto da empresa. Empresário nenhum contrata mão de obra porque vai ter redução de custos. A contratação só acontece quando há crescimento econômico. Além disso, o que tem sido veiculado na imprensa sobre falta de transparência ou desvio de recursos do Sistema S não nos atinge. As contas do SEST SENAT estão todas aprovadas pelos órgãos de controle. Temos auditorias internas e uma área de Compliance que nos garantem cada vez mais uma gestão clara e transparente. O nosso trabalho é no sentido de, diante de alguma ressalva ou discordância, apurar o fato e corrigir o problema. Temos uma sala no Departamento Executivo do SEST SENAT onde expomos todo o nosso trabalho, com os valores arrecadados e os serviços realizados.

O senhor tem um sonho?
Eu tenho o sonho de ver e de viver em um Brasil melhor, onde as pessoas se respeitem mais e andem com mais segurança. Um sonho de que cada pessoa passe a entender que o direito dela vai até onde começa o direito do outro. Temos previstos na Constituição direitos e deveres. Para mim, o principal dever a ser cumprido é aquele de respeitar o próximo, respeitar a pessoa que está ao meu lado.

Qual mensagem o senhor gostaria de transmitir a todos os transportadores do Brasil?
Eu convido a todos os transportadores do Brasil a atuarem de maneira conjunta pela melhoria do setor. Se organizem em suas bases, em seus sindicatos, em suas federações, em suas associações e nos tragam as demandas. Estamos abertos para receber essas propostas e trabalhar para atender aos anseios do setor e torná-lo cada vez mais competitivo. Estejam certos de que sempre poderão contar conosco nessa grande missão.

ANTT divulga nota de esclarecimento sobre os pisos mínimos do TRC

 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que encontram-se em análise e tramitação os estudos e a nova proposta de resolução que trata da revisão da regulação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). Após aprovação da Diretoria da ANTT, os estudos e a minuta de resolução serão submetidos a audiência pública, que propiciará a todos os interessados conhecer a proposta inicial e sugerir os ajustes que entendam necessários.

A previsão é que a Audiência Pública seja iniciada em abril deste ano, com período de 45 dias para recebimento de contribuições. Durante a audiência, a ANTT também realizará 5 sessões presenciais, uma em cada região do país, para ampliar as possibilidades de participação dos interessados. Concluída a Audiência Pública, todas as contribuições serão respondidas e consolidadas em relatório, que será disponibilizado no site da ANTT.

Informações adicionais sobre o tema podem ser obtidas em neste link.