A logística na pandemia: setor de transportes se reinventa contra a crise

Empresas de transporte de carga reinventam-se em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. A recuperação é lenta, mas há setores em crescimento, como o de vendas on-line. Nessa área, a precarização dos serviços é problema

O mundo que conhecíamos mudou depois que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou, em 11 de março, em Genebra, na Suíça, que a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, era uma pandemia. Os reflexos na economia dos países foram imediatos e contaminaram toda a cadeia produtiva, assim como o setor de transporte de cargas e logística.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi o primeiro a fechar escolas, proibir eventos públicos e, em seguida, mandar baixar as portas de lojas, bares, restaurantes, em 19 de março. O impacto foi forte. O fluxo de mercadorias para o DF e o resto do país chegou a cair 44,8 pontos percentuais na semana entre 20 e 26 de março, segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC).

Mas, o setor, em meio à pandemia, reinventou-se e buscou soluções de logística para sobreviver. A recuperação é lenta, admitem dirigentes e técnicos. Na última semana pesquisada pela NTC, entre 20 e 26 de julho, o fluxo de mercadorias ainda estava negativo 22,9 pontos (confira gráfico). Em relação à primeira quinzena de junho, no entanto, houve uma melhora de 10,9 pontos percentuais no mês passado.

Ao Correio Braziliense, o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Francisco Costa, disse que o fechamento de algumas cidades para todo tipo de transportes deu um grande susto no setor. Em alguns casos, houve a necessidade de as entidades convencerem prefeitos e governadores de que os alimentos, respiradores e medicamentos precisavam chegar.

O crescimento do e-commerce ampliou o nicho de mercado para o setor de logística. Segundo Vander Costa, somente uma empresa comprou 200 caminhões na semana passada. “A grande dificuldade do e-commerce é operar com os Correios. O frete deles é mais barato, pois têm desoneração tributária. Porém, por serem empresa pública, não possuem muita mobilidade para uma rápida adaptação à nova realidade”, diz. Também em função disso, há uma expectativa de que muitos consumidores estejam dispostos a pagar mais caro pela entrega por meio de serviços terceirizados de entrega, como empresas de aplicativo.

O tempo economizado no serviço on-line, ou e-commerce, compensa, garante o bancário Aurélio Ribeiro Fróes, 43 anos, morador de Águas Claras. Ele era adepto das compras digitais para produtos que vinham de fora do DF. “Com a pandemia, acabei usando o serviço, também, com estabelecimentos locais, porque era seguro e eu convivia com pessoas do grupo de risco”, explica. “Fiz o teste e encontrei lojas (virtuais) que corresponderam às minhas expectativas e, por isso, decidi continuar.”

Além da segurança no momento atual e da comodidade, essa agilidade na entrega das encomendas ficou mais significativa para Aurélio, que acabou de ser pai. “A partir do momento que você pode fazer outra coisa, nesse tempo que gastava antes, vale muito a pena. Posso usar esses momentos para dar atenção à minha família”, ressalta. “A gente consegue perceber que as empresas estão se especializando nesse tipo de venda e melhorando. Então, a intenção é, mesmo depois da pandemia, cada vez menos usar a forma presencial.”

Alessandro Borges dos Santos, gerente da TSV Transportes — filial de Brasília, também destaca o e-commerce. “Nossa empresa teve uma alta em torno de 150% em seu faturamento (nesse segmento). O setor farmacêutico manteve o seu patamar dentro de uma normalidade, sem impactos, e a área de shopping, calçados, confecção e demais setores de consumo não essencial sofreram quedas de 50% a 100%, dependendo do modelo de venda”, explica (confira Duas perguntas para).

Safra

Na avaliação de Vander Costa, da CNT, de forma geral, o setor, além dos serviçoes on-line, começa a dar sinais de recuperação. Quem atua com transporte de alimentos e da indústria farmacêutica não sentiu tanto. O transporte de grãos, segundo ele, não foi afetado pela pandemia, em função do recorde da safra brasileira. “No último mês, algumas empresas, inclusive, compraram caminhões, movimentando, também, a indústria automobilística e de autopeças”, afirmou.

O setor varejista da construção civil também reagiu no mês, com desempenho melhor do que no mesmo período do ano passado. Já o ramo do vestuário, deve sofrer um pouco mais por duas razões: foi o último a abrir, e as pessoas ainda não estão dispostas a sair para comprar. “E elas estão certas. É preciso manter o isolamento social e evitar aglomerações”, defende Vander Costa.

Lauro Valdivia, assessor técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC) e responsável pela pesquisa sobre o impacto do novo coronavírus no transporte de carga, detalha o cenário atual. “Os números mostram que os setores mais ligados ao consumo e a produtos mais baratos ou essenciais estão se recuperando mais rapidamente (alimentos, vestuário e farmacêuticos). Os supérfluos (automóveis e eletroeletrônicos) devem demorar um pouco mais” (confira quadro).

De acordo com Valdivia, existem dois segmentos distintos na atividade de transporte de carga e logística: a fracionada, que é o “picado” destinado a lojas e casas de pessoas; e o de lotação, cargas industriais (insumos, matérias-primas, etc). “A fracionada não sofreu menos, na verdade ela sofreu mais. É que a velocidade da queda na fracionada foi maior e, na retomada, ela está se recuperando mais rapidamente também”, destaca.

Números otimistas ainda estão distantes. “O que se espera é uma recuperação mais lenta agora (depois de atingirmos o patamar de 15 a 20 pontos percentuais). A volta para a condição anterior à pandemia, acredita-se, só deva ocorrer no fim do ano ou no começo do ano que vem (a depender do tamanho do estrago causado nos empregos e nas empresas)”, completa Valdivia.

Compras on-line, o novo normal

Com as mudanças impostas pelo novo coronavírus e o boom das vendas on-line, alguns setores precisaram se adaptar com rapidez para atender às novas demandas. É o caso dos supermercados. Se, antes, o volume de compras assim era baixo, a quantidade de pedidos por esse meio aumentou expressivamente com a covid-19 e o isolamento social. Empresas tiveram de intensificar treinamentos, reforçar ou criar logística para garantir entregas.

Na capital federal, segundo o diretor do Sindicato dos Supermercados do DF Jefferson Macedo, o crescimento dessas vendas foi grande e exigiu mudanças imediatas. “A maioria dos lojistas não estava preparada. Quem tinha esse tipo de operação rodando, trabalhava com demanda pequena. Em algumas lojas em que medimos essa variação, o volume nesse modelo de compra aumentou de sete a oito vezes”, explica.

Para fortalecer as operações, os varejistas locais contrataram pessoal voltado a entregas, mudaram processos e sistemas. “Toda logística interna é a alterada, a parte de separação dos produtos, por exemplo, é muito complexa. Houve dificuldades com fornecedores para compra de equipamentos e foi muito difícil lidar com a demanda.”

Gerente de um supermercado no Guará 2, Duylio Sales, 33, coordena as operações on-line da loja durante a pandemia. Em outubro de 2019, a rede criou um aplicativo para vendas digitais. “Surgiu a ideia de começarmos a implementar e acabou sendo uma coincidência com o momento que veio depois.” No entanto, o volume praticamente triplicou com a chegada da pandemia. “A gente comemorou muito no começo do ano, quando chegamos a 27 entregas. Hoje, fazemos em média de 80 a 100 diariamente.”

O crescimento das vendas on-line criou uma série de problemas, pois a estrutura não era suficiente. A fila de espera para entregas chegou a ficar em três dias. “Não estávamos preparados. Tínhamos poucas pessoas treinadas. Foi preciso contratar mais gente, fazer adaptações, melhorar nosso sistema e capacitar.

Hoje, conseguimos entregar no mesmo dia ou, no máximo, no próximo”, conta “Aprendemos, na prática, que a loja on-line é real, apesar de ser eletrônica, e o comportamento de compra assemelha-se com o de quem vem aqui. Mas, o trato com o cliente tem de ser muito atencioso e precisamos saber resolver rapidamente problemas, como trocas de produtos em falta.”

Mais tempo

A tarefa de caminhar entre prateleiras, comparar produtos e selecioná-los nas lojas físicas de supermercados era agradável para a empresária e consultora em design organizacional Ingrid Silveira, 39, moradora do Jardim Botânico. Por isso, apesar de usar serviços on-line para adquirir equipamentos de tecnologia e peças de decoração, ela não pensava em aderir a esse método para as compras mais cotidianas. “Eu gostava de ir ao mercado e nunca tinha tido a necessidade de mudar”, diz.

Com a chegada da pandemia, entretanto, a rotina dela foi alterada e cumprir o distanciamento social passou a ser prioridade. “Estamos fazendo aqui um isolamento bem restrito e responsável. Então, veio a necessidade das compras on-line no mercado e de entender como funcionavam”, lembra.

Quando passar a crise da covid-19, Ingrid admite que deve trocar o prazer da experiência nos supermercados físicos pela praticidade das lojas on-line. “Eu sou uma pessoa megaocupada e o meu trabalho, com a pandemia, só aumentou. Ter esse tempo a mais, porque não preciso me deslocar, consigo fazer uma compra rápida sem sair de casa. Foi um ganho de tempo e de qualidade de vida”, avalia.

Inovação, tendência e precarização

A tendência de que transportadoras destinem a autônomos a etapa final de entregas, sobretudo de produtos comercializados on-line, suscita, na prática, debates e atritos entre trabalhadores e empresas numa relação em que a precarização está sempre no centro das discussões. A operação sem emitir notas de transporte de mercadoria e falta de vínculo empregatício preocupa as entidades do setor. “Não somos contra, mas é preciso que haja regulamentação para evitar a concorrência desleal. As transportadoras recolhem impostos, têm responsabilidade social, se o motorista se envolve em acidente, eu sou responsável”, argumenta o presidente da CNT, Vander Costa.

No Distrito Federal, há cerca de 40 mil pessoas cadastradas em aplicativos — incluindo os de delivery de alimentos —, segundo levantamento da Associação dos Motoboys Autônomos e Entregadores do Distrito Federal (Amae/DF). De acordo com a entidade, não há estimativa oficial de quantos atuam apenas nas entregas de produtos e encomendas, mas a maioria dos que estão nesse ramo presta serviço para a Loggi, transportadora que faz uma espécie de “uberização logística”. Os trabalhadores cadastram-se no aplicativo da empresa e aceitam corridas com um número determinado de pacotes e uma distância a ser percorrida. Apesar de alguns usarem carros para a tarefa, os motoboys são o maior grupo.

Na manhã da última quinta-feira, o Correio acompanhou o início da jornada de alguns desses trabalhadores. Uma tenda inflável montada no estacionamento de um supermercado no Setor de Indústrias e Automóveis (SIA) é um dos quatro pontos para retirada dos produtos que precisam ser levados para a casa de consumidores no DF. Ali reúnem-se dezenas de entregadores cadastrados na ferramenta. Todos precisam, para se inscrever, ser microempreendedores individuais e, portanto, não há vínculo empregatício.

No início da manhã, o movimento é intenso. O clima frio e o vento — a mínima ficou em 12ºC — obrigavam os trabalhadores a se proteger sob casacos e gorros. Não há espaço destinado para que aguardem, de modo que, ao lado da tenda azul, forma-se uma grande fila. Nos dias de sol intenso ou de chuva, nada muda. A espera é ao relento. Também não há banheiros, nem água. Ao redor da estrutura, ficam dispostos sacos onde estão os pacotes que serão levados pelos que aguardam. Para conferir o conteúdo nas embalagens, os entregadores precisam esparramar no chão os produtos, pois não há lugar específico para isso.

Descartável. É essa a palavra que Rafael Soares, 31, usa para descrever a maneira como se sente pelas atuais condições de trabalho. Morador de Valparaíso, Rafael foi garçom e porteiro, mas há pouco mais de dois anos, desempregado, acreditou que o aplicativo poderia ser uma saída. “No começo, era muito atrativo, os valores eram melhores, havia bem menos problemas”, conta. Com o tempo, no entanto, a percepção mudou. “Trabalho de 12 a 14 horas por dia de segunda a sábado, corro riscos e a responsabilidade é muito grande para pouco retorno.” Em média, ele diz tirar, num dia bom, cerca de R$ 100. “O pagamento é de R$ 1,50 por pacote com acréscimo de R$ 0,75 por quilômetro rodado”, detalha. O veículo e toda a manutenção são responsabilidade dos entregadores.

De todas as dificuldades diárias enfrentadas na rotina até aqui, uma situação o marcou. Uma das modalidades de entrega oferecidas no app permite que o entregador busque o pacote diretamente em residência ou comércio e leve para o destino. “Uma vez, fui pegar uma encomenda. Eram quatro iPhones. Quando cheguei ao local e peguei, fui logo surpreendido por diversos policiais.” Os aparelhos tinham sido comprados por um cartão clonado e os oficiais suspeitaram que Rafael fizesse parte do esquema. “Fui à delegacia, fui xingado e perdi meu dia até explicar que era só entregador e como trabalhava.” Depois disso, ele enviou um e-mail para a companhia. “Nunca fui respondido. É uma humilhação que a gente nunca esquece. Eu dependo do meu trabalho para viver.”

O medo é uma constante para quem trabalha no ramo. Há o temor de sofrer acidentes, de ser assaltado e de ser responsabilizado por problemas nas entregas e, por consequência, sofrer bloqueio no app. Mais recentemente, uma nova preocupação foi adicionada ao catálogo de receios: a de ser contaminado pela covid-19. Segundo o relato de vários motoristas, foram cedidos a eles, durante todo o período da pandemia, um pequeno frasco de álcool em gel e uma máscara.

“Tudo nós que tivemos que comprar. As máscaras, álcool, porque o que recebemos não durou nada”, diz Gilvan Guedes, 45, morador do Lago Norte. Por estar em contato constante com muita gente, a preocupação é grande. “Nós ficamos aqui com essa aglomeração e estamos na rua o tempo inteiro. Não tem um que não esteja com medo, hoje.”

Por meio de nota oficial encaminhada pela assessoria de imprensa, a Loggi afirmou que oferece kits de proteção aos entregadores contendo álcool em gel, máscara e luvas. “A reposição é feita mediante solicitação, que deve ser feita por formulário específico, enviado pelo próprio aplicativo. A empresa também oferece seguro com cobertura em casos de invalidez ou morte decorrentes de acidentes em rota.”

A respeito dos bloqueios dos colaboradores, a empresa alega que a rescisão só em casos de descumprimento de uma ou mais normas contidas no Termo de Uso e Condições e que o documento é enviado previamente aos entregadores para ser analisado e aceito antes do início das atividades.

A empresa nega redução de tarifas, como alegam entidades do setor. “Os entregadores têm conhecimento dos valores das rotas no momento que são ofertadas no aplicativo, podendo aceitar ou recusar sem nenhum tipo de prejuízo, independentemente da escolha”, destaca trecho do texto.

Fonte: Correio Braziliense

Nos dias 12 e 13 de agosto, acontece a primeira edição do Seminário Online Logística e Agronegócio

Nos dias 12 e 13 de agosto, acontece a primeira edição do Seminário Online Logística e Agronegócio. 🔺 O evento chega como uma oportunidade para empreendedores dos ramos de Logística e Agronegócio conhecerem novas estratégias de desenvolvimento e trocarem experiências acerca dos desafios, soluções e caminhos que movem o setor no Brasil.

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Primeira edição do COMJOVEM Experience aponta novidades e discute o futuro pós-pandemia

O evento aconteceu nesta quinta-feira (06), e contou com a participação de especialistas do transporte, economia e gestão

A NTC&Logística, através da COMJOVEM realizou ontem, a primeira edição do COMJOVEM Experience, um evento totalmente online em um formato diferenciado e dinâmico, com a apresentação do coordenador nacional da comissão, André de Simone e seus vice-coordenadores, Antonio Ruyz e Joyce Bessa.

O presidente da entidade, Francisco Pelucio fez a saudação inicial aos participantes do evento, “O setor de transporte de cargas precisa se aproximar cada vez mais dos jovens. Há quase 13 anos a COMJOVEM e a NTC&Logística contam com vocês para fazer um futuro cada vez melhor, um bom evento a todos” comentou.

Em seguida, o patrono da COMJOVEM Nacional e vice-presidente da CNT, Flávio Benatti agradeceu a participação, “Satisfação de participar de um evento maravilhoso, com tantos profissionais que tem compromisso com o setor de transporte, e que abrem oportunidades a esses jovens”, destacou Benatti.

Dando início as palestras, a psicóloga e especialista clínica, Pamela Magalhães falou sobre o desgaste emocional e o estresse gerado pela pandemia.  “O estresse crônico é uma das principais consequências enfrentadas pela população, o nervoso constante e a dificuldade de diferenciação do local de descanso e de trabalho, como no home office impulsionam isso”, comentou a especialista dando dicas aos participantes do evento, de como observar as emoções, evitando assim, um desencadeamento de doenças e transtornos.

O webinar também contou com a participação do secretário nacional de transportes terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira. O representante do governo tratou de assuntos como o investimento desenvolvido pela pasta de infraestrutura visando o momento de calamidade e também o pós-pandemia, “O Brasil em conjunto com o setor de transportes deram uma resposta rápida à sociedade, a logística continuou funcionando mesmo com os decretos restritivos de várias cidades pelo país no início da pandemia”, comentou. Segundo ele, 240 milhões de máscaras foram trazidos da China, e a distribuição de equipamentos e mantimentos continuaram pelo país, graças à atuação dos transportadores, beneficiando aos que mais precisavam. Na ocasião, o vice-presidente da NTC, Eduardo Rebuzzi e o diretor financeiro da entidade, Marcelo Rodrigues fizeram comentários sobre as informações.

Finalizando o circuito de palestras, o economista Bruno Musa, sócio da Acqua Investimentos trouxe questões sobre o cenário econômico atual e como isso vai impactar o futuro da economia brasileira e mundial. Segundo ele, “o Ministério da Economia junto aos bancos teve uma atitude rápida e coordenada para socorrer a população”, ele também comentou sobre as lições que esse momento deixará e deu dicas sobre como investir em tempos de crise, mantendo a organização financeira.

Os representantes da Iveco, Mercedes-Benz, Trade Vale Seguros e Volkswagen Caminhões e Ônibus trouxeram apresentações dinâmicas e novidades, como as inovações tecnológicas, serviços digitais e soluções para os clientes neste momento de disrupção que o mundo vive.

Ao iniciar as considerações finais do evento, o presidente da NTC, Francisco Pelucio retornou e parabenizou a coordenação nacional da COMJOVEM, equipe da NTC e agradeceu aos participantes e patrocinadores. Ressaltou a importância de todos os conteúdos apresentados pelos palestrantes, fazendo menção a cada um e na oportunidade também lembrou a história da COMJOVEM no setor, citando nominalmente o nome de todos os coordenadores e seus vices que passaram pela coordenação nacional durante os 13 anos de sua existência.

“Quero agradecer ao presidente Pelucio, seu vice, Eduardo Rebuzzi e toda a diretoria da entidade por ter confiado e acreditado nesse projeto. Aproveito para estender o agradecimento aos meus vice-coordenadores, Antonio Ruyz e Joyce Bessa, a todos os presidentes de sindicatos e federações pelo país, e aos mais de 500 integrantes da COMJOVEM”, comentou o coordenador nacional da comissão, André de Simone.

A transmissão foi finalizada com a participação ao vivo do coordenador do núcleo da COMJOVEM de São Paulo, Luís Felipe Machado e sua esposa, Monique Machado que cantaram para todos os participantes do evento.

Todo o valor adquirido pelas inscrições do evento será revertido para o Projeto Ação do Bem 2020, beneficiando projetos dos núcleos da COMJOVEM por todo o país, levando ações beneficentes para as famílias carentes que enfrentam dificuldades durante o período de isolamento social.

O evento foi uma realização e organização da NTC&Logística, com o patrocínio da Iveco, Mercedes-Benz, Trade Vale Seguros e Volkswagen Caminhões e Ônibus e contou o apoio do Sicredi.

Fonte: NTC&Logística

Crise provocada pela pandemia já levou à perda de mais de 61 mil vagas de emprego no transporte

Novo boletim da CNT analisa os dados do Caged; saldo de vagas fechadas é de 6.299 no mês de junho

O setor de transporte registrou o quarto mês seguido de queda no número de vagas de emprego desde o início da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Em junho, foram demitidos 40.438 empregados no setor e admitidos 34.139, o que gera uma perda líquida de 6.299 vagas. O saldo é menor se comparado ao mês de maio, quando foram encerradas 20.852 vagas, mas demonstra que a crise tem sustentado resultados negativos por períodos prolongados.

Os dados estão no Boletim Economia em Foco divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta sexta-feira (7). A partir dos números do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, é possível observar que, desde o início da crise (entre março e junho), o setor de transporte já acumula perda de 61.429 vagas de emprego.

Entre os segmentos de transporte, a perda líquida de empregos formais continuou sendo puxada pelo transporte rodoviário de passageiros, que fechou, em junho, 8.780 vagas.

Já o transporte rodoviário de cargas registrou saldo positivo (2.819 vagas criadas no mês). Com isso, o segmento contribuiu para atenuar a perda de empregos formais registrada pelo setor de transporte como um todo no mês de junho.  No transporte aéreo de passageiros, basicamente não houve variação, uma vez que o saldo em junho (-196) ficou bastante próximo do saldo de maio (-201).

“Apesar de os números de junho terem registado uma desaceleração das demissões, o cenário no setor de transporte ainda é bastante preocupante. Já são quatro meses de crise. E a reoneração da folha de pagamento prevista para 2021 vai dificultar ainda mais a contratação de mão de obra pelas empresas de transporte. Além disso, as ações do governo federal têm se mostrado insuficientes para socorrer o setor, tão essencial para movimentar o país”, afirma o presidente da CNT, Vander Costa.

Empregos gerais no país

Na economia brasileira como um todo, desde março, quando a crise da pandemia teve início, já foram contabilizadas 1,54 milhão de vagas fechadas. Em junho, apesar da sinalização de recuperação de alguns setores, o saldo negativo registrado foi de 10.984 vagas.

Fonte:  Agência CNT Transporte Atual

Confaz autoriza estados a conceder anistia por falta de pagamento de parcela do ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou o Convênio ICMS nº 76, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (03 de agosto), autorizando os Estados de Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo a conceder anistia dos créditos tributários por não pagamento de parcelas do ICMS  em virtude de impontualidade de programa de refinanciamento de débitos autorizados pelo Confaz, bem como, a restabelecer parcelamento cancelado. Os órgãos estaduais farão a legislação para fixar as demais condições, limites e prazos de adesão ao benefício deste convênio.

Este foi um dos pedidos feitos pela FETCESP ao secretário da Fazenda Henrique Meirelles no início de julho. A expectativa agora é sobre as condições que serão estabelecidas para se obter a anistia.

Íntegra

Convênio ICMS Nº 76, de 30 de julho de 2020

DOU de 03/08/2020 (nº 147, Seção 1, pág. 39)

Autoriza as unidades federadas que menciona a conceder anistia dos créditos tributários – penalidades – decorrentes do não pagamento de parcelas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS – em virtude de impontualidade de programa de refinanciamento de débitos autorizados pelo CONFAZ, bem como, a restabelecer parcelamento cancelado.

O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA – CONFAZ na sua 177ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília, DF, no dia 30 de julho de 2020, tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, e no Convênio ICMS 169/17, de 23 de novembro de 2017, resolve celebrar o seguinte Convênio:

Cláusula primeira – Ficam os Estados de Alagoas, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo autorizados a anistiar a multa punitiva pelo não pagamento de parcelas de programa de refinanciamento de débito autorizado pelo CONFAZ, ocorrido no período de 1º de março de 2020 a 30 de julho de 2020, bem como a restabelecer os referidos programas de parcelamentos e parcelamentos cancelados em virtude da inadimplência.

Cláusula segunda – Legislação estadual fixará as demais condições, limites e prazos de adesão ao benefício deste convênio.

Cláusula terceira – Este convênio entra em vigor na data da publicação no Diário Oficial da União de sua ratificação nacional.

Presidente do CONFAZ – Waldery Rodrigues Junior, em exercício; Acre – Raymson Ribeiro Bragado, Alagoas – George André Palermo Santoro, Amapá – Josenildo Santos Abrantes, Amazonas – Alex Del Giglio, Bahia – Manoel Vitório da Silva Filho, Ceará – Fernanda Mara de Oliveira Macedo Carneiro Pacobahyba, Distrito Federal – André Clemente Lara de Oliveira, Espírito Santo – Rogelio Pegoretti Caetano Amorim, Goiás – Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, Maranhão – Marcellus Ribeiro Alves, Mato Grosso – Rogério Luiz Gallo, Mato Grosso do Sul – Felipe Mattos de Lima Ribeiro, Minas Gerais – Gustavo de Oliveira Barbosa, Pará – René de Oliveira e Sousa Júnior, Paraíba – Marialvo Laureano dos Santos Filho, Paraná – Renê de Oliveira Garcia Junior, Pernambuco – Décio José Padilha da Cruz, Piauí – Rafael Tajra Fonteles, Rio de Janeiro – Guilherme Macedo Reis Mercês, Rio Grande do Norte – Carlos Eduardo Xavier, Rio Grande do Sul – Marco Aurelio Santos Cardoso, Rondônia – Luis Fernando Pereira da Silva, Roraima – Marco Antônio Alves, Santa Catarina – Paulo Eli, São Paulo – Henrique de Campos Meirelles, Sergipe – Marco Antônio Queiroz, Tocantins – Sandro Henrique Armando.

Fonte: FETCESP

Setor de transporte muda para se adequar à nova realidade imposta pela pandemia

Informe Transporte em Movimento, da CNT, mostra algumas das transformações, provocadas pela crise da Covid-19, nos padrões de mobilidade urbana, cadeias de suprimento globais e consumo digital

O setor de transporte e logística, no Brasil e no mundo, foi fortemente abalado pela pandemia do novo coronavírus e teve que passar por inúmeras adaptações nos últimos meses, mas nem todas as transformações podem ser consideradas negativas. Algumas delas vieram para responder às demandas do contexto de crise e garantir a sobrevivência do setor no cenário pós-Covid-19. Divulgada nesta sexta-feira (31), a nova edição do informe Transporte em Movimento, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra que as mudanças nos padrões de mobilidade urbana, de cadeias de suprimento globais e de consumo digital vêm contribuindo para consolidar um setor mais desenvolvido e com potencial mais colaborativo.

Clique aqui para acessar o novo Transporte em Movimento

A publicação da CNT cita que a pandemia afastou as pessoas do transporte público nas cidades, e levou a uma priorização de deslocamentos por meios de transporte em que não há a necessidade de compartilhamento de espaços fechados. Mas a análise da CNT aponta que esse cenário não é definitivo e registra que o abandono do transporte público não é uma alternativa viável, seja sob o ponto de vista urbanístico, social ou ambiental.

Em países como Itália, Reino Unido e África do Sul já vêm sendo testados aplicativos que possibilitam aos passageiros reservarem um lugar no ônibus quando necessitarem realizar um deslocamento, assegurando a lotação conforme parâmetros de segurança sanitária.

O informe destaca também que o cenário atual chamou atenção para a necessidade de cadeias de suprimento globais mais ágeis, capazes de responder de forma eficiente às rápidas transformações. Nesse sentido, a CNT ressalta a importância da adoção de procedimentos digitalizados nas transações entre empresas e nas documentações exigidas por lei, sem aumento da burocracia.

No âmbito do e-commerce, em função do aumento do número de compras online, as empresas de logística estão operando em ritmo acelerado, comparável ao de períodos como a Black Friday. Nessa linha, para minimizar o impacto do aumento da demanda no tempo de entrega, algumas empresas incrementaram sua quantidade de entregadores e houve uma ampliação da corrida pela chamada last mile – que, em uma cadeia logística, é quando a mercadoria chega ao consumidor final.

Na avaliação do presidente da CNT, Vander Costa, a velocidade dessas transformações foi acelerada pela pandemia, mas, em tempos normais, o ritmo com que as exigências do mercado estão se alterando está cada vez mais intenso. “Este é o momento para aproveitarmos aquilo que foi positivo e garantir que esse ‘novo normal’ seja marcado por um sistema de transporte de qualidade, eficiente e adequado às realidades locais e por uma logística ágil e confiável. Tudo isso se reflete em ganhos para a economia e, consequentemente, para a sociedade.”

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Comjovem Experience acontece nesta semana e tem vagas limitadas

Comissão de jovens empresários da entidade organizam evento digital com a participação de grandes nomes

A NTC&Logística é pioneira no que diz respeito à inovação tecnológica, sendo uma das primeiras entidades do setor a entrar nas mídias digitais e atuar com frequência, ao longo dos anos vem atraindo novos públicos e aproximando os já frequentes através de múltiplas plataformas online.

O momento atual também impulsiona novas ideias e a busca constante por soluções diferenciadas, que possam continuar levando informações, com conteúdo para o transportador de cargas com a finalidade de melhorar suas empresas e aprimorar os conhecimentos sobre o setor, sendo esse um dos objetivos da entidade.

Diante disse, o webinar intitulado de “COMJOVEM Experience” trará diversas discussões com temas ligados à infraestrutura e gestão, e insights para os gestores do TRC. Com o intuito de informar o público sobre as tendências do pós-pandemia, o acontecimento terá uma programação diversificada e contará com a presença de especialistas do transporte, economia e gestão.

O secretário nacional de transportes terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira, o economista da Acqua Investimentos, Bruno Musa e a psicóloga e especialista clínica, Pamela Magalhães irão abordar temas da atualidade, colocando em pauta informações para tomada de decisões futuras. As marcas Iveco, Mercedes-Benz, Trade Vale Seguros e Volkswagen Caminhões e Ônibus apresentarão insights e soluções mercadológicas.

“Esse vai ser mais um grande evento para beneficiar os transportadores através de diversas informações e discussões sobre o futuro do transporte”, destacou Francisco Pelucio, presidente da NTC&Logística.

Confira a programação

16h00 Abertura

16h15 Momento Volkswagen Caminhões e Ônibus

New Brand Design e Serviço Digitais Sob Medida

16h30 Tema: Infraestrutura Pós-Pandemia

Palestrante: Marcello da Costa Vieira – Secretário Nacional de Transportes Terrestres no Ministério da Infraestrutura

17h20 Momento Mercedes-Benz

17h35 Tema: Como Tomar Decisões Assertivas em Momento de Crise

Palestrante: Pamela Magalhães – Psicóloga e Especialista Clínica

17h55 Momento Trade Vale

Ultrapassando As  Fronteiras Da Apólice De Seguros

18h10 Tema: Tendências Futuras da Economia Pós-Pandemia

Palestrante: Bruno Musa – Sócio-Consultor da Acqua Investimentos

18h50 Momento Iveco

19h05 Enceramento

19h15 Happy Hour Com Convidado Especial

O evento é realizado e organizado pela NTC&Logística e COMJOVEM, com o patrocínio master da Iveco, Mercedes-Benz, Trade Vale Seguros e Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Serviço

COMJOVEM Experience

Data: 06 de Agosto

Horário: A partir das 16h

Inscrições aqui

*As vagas são limitadas

Fonte: NTC&Logística

Pesquisa sobre a situação econômica do TRC no 1° Semestre de 2020

A NTC&Logística e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizam uma pesquisa junto às empresas de transporte rodoviário de carga para verificar a situação econômica do setor no 1° semestre deste ano.

São algumas questões, todas de múltipla escolha, que podem ser respondidas em poucos minutos.

Participe e acesse a pesquisa aqui

Com Informações NTC&Logística

FELIZ DIA DOS PAIS – 09 de agosto

NEGOCIAÇÃO TRABALHISTA 2020 / 2021 – COMISSÃO ESTEVE REUNIDA NA SEDE DO SETCARCE

A Comissão, criada na assembleia geral extraordinária de 07/07, para negociar a Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021 reuniu-se nesta quinta-feira 30/07 na sede do SETCARCE,  para analisar as proposições acerca da nova convenção.

A reunião foi bastante produtiva, e em breve será agendar nova rodada de negociação.

A Convenção Coletiva de Trabalho 2019/2020 foi prorrogada sua validade por 90 dias, com vigência até 30 de agosto do corrente.