Efeito da quadra chuvosa sobre estradas pode agravar prejuízos no CE

Fonte: Diário do Nordeste

Situação precária de rodovias estaduais já aumentou em até 35% os custos do setor produtivo. Industriais temem que efeitos das chuvas previstas para os próximos meses piorem ainda mais as condições das estradas

 

Em meio a obras que se arrastam há anos, as más condições de rodovias estaduais têm causado prejuízos significativos à atividade industrial cearense. As dificuldades para transportar insumos e escoar a produção, além de danos nos produtos finais ocasionados pelo balançar dos caminhões sobre os buracos nas vias, geram um aumento de até 35% dos custos do setor produtivo, o que deve se agravar com a chegada do período chuvoso.

O dado é destacado pelo presidente da Câmara Setorial de Logística (CSLog) da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Marcelo Maranhão, que também é diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Ceará (Setcarce). Os prejuízos, segundo Maranhão, decorrem principalmente das obras e más condições de conservação da CE-155, único acesso ao Porto do Pecém, e na Rodovia Quarto Anel Viário.

“É muita coisa. As empresas de logística tentam repassar um pouco desses custos a mais para os contratantes, mas absorvem a maior parte. São muitos prejuízos com os carros que quebram, além da produtividade mesmo – damos muito menos viagens em um dia”, afirma Maranhão. Ele ressalta que a atualização da tabela do frete divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) com reajuste entre 11% e 15% deveria ser de 20% para cobrir os prejuízos registrados pelo setor no Estado.

Instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) desde 2010, a fabricante de pás eólicas Aeris exporta cerca de 70% de sua produção. O que significa que grande parte das pás é transportada ao Porto, percorrendo a esburacada CE-155.

“De forma recorrente, temos de enviar uma equipe quando a pá chega ao Porto para reparar danos causados no trajeto antes de ela embarcar no navio”, conta Daniel Mello, diretor industrial da empresa. Ele acrescenta que algumas pás chegam a voltar para a fábrica porque quebram no caminho.

“Nossos caminhões e ônibus de transporte de nossos colaboradores precisam trafegar vários metros na contramão para tentar fugir dos buracos. Em alguns trechos, nem isso é possível. É preciso realmente entrar no buraco. Com o período de chuvas que está iniciando agora, não conseguimos saber a profundidade do buraco”, reclama o diretor, que aponta temer inclusive pela segurança dos colaboradores da empresa devido ao risco de acidentes.

Mello revela que, durante negociações com novos clientes, chegou-se a cogitar o transporte dos representantes por helicóptero. “Se eu fosse uma empresa que precisa de fornecimento de pás, não colocaria minha produção aqui, com a falta de infraestrutura que é requisito básico. Não chegamos a perder nenhum negócio, mas a situação em nada contribui”, ressalta.

Expansão

Ao longo de 2019, a Aeris investiu cerca de R$ 120 milhões na quinta fase de expansão da empresa, que deve dobrar o seu faturamento este ano para R$ 1 bilhão. Nos últimos três meses, foram contratados 700 novos funcionários, totalizando o quadro em 4,5 mil colaboradores.

“Investimentos em máquina, equipamento, prédio, sistemas de informática, tudo para aumentar nossa produção que está praticamente toda vendida. Mas se continuar nesse ritmo de degradação da rodovia, não teremos como fazer o transporte e vamos ficar com o pátio lotado”, afirma o diretor industrial. Ele argumenta que uma operação tapa buraco de emergência precisa ser feita antes que se inicie o período chuvoso e a rodovia fique intrafegável.

Restauração

Em nota, a Superintendência de Obras Públicas (SOP), vinculada à Secretaria de Cidades do Estado, informou que as obras de restauração e duplicação da CE-155 estão com quase 15% de execução. “As primeiras ações, no segundo semestre de 2019, se concentraram em ações emergenciais de tapa-buracos e manutenção da pista existente, simultaneamente ao trabalho de terraplenagem e remoção de interferências, como postes e tubulações”.

O investimento é de R$ 62 milhões, com recursos do Tesouro do Estado e do Governo Federal, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é de conclusão até o início de 2021. Segundo a Secretaria, representantes do consórcio construtor e da SOP se reuniram na última quarta-feira (22) para atualizar o cronograma de intervenções.

 

CIOT – ANTT PUBLICA PORTARIA NR. 19 QUE ESTABELECE PROCEDIMENTOS PARA CADASTRAMENTO

A ANTT publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23), a Portaria nº 19/2020 que estabelece os procedimentos para cadastramento da Operação de Transporte e a correspondente geração do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).

A portaria tem como objetivo detalhar a aplicação da Resolução nº 5.862, que ampliou a obrigatoriedade da geração do documento para todas as operações do modal e também visa aperfeiçoamento do processo para fins de fiscalização do Piso Mínimo do Frete.

O texto da portaria específica todas as etapas para o cadastramento da Operação de Transporte, desde as responsabilidades de cada agente envolvido na operação com a geração do CIOT, até as especificações do processo para cada tipo de contratação e informações necessárias para emissão do documento.

A portaria entra em vigência no próximo dia 31 de janeiro e pode ser acessada no link: http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-19-de-20-de-janeiro-de-2020-239404572

CIOT – CÓDIGO IDENTIFICADOR DA OPERAÇÃO DE TRANSPORTE E PEF – PAGAMENTO ELETRÔNICO DE FRETE

Em 15 de dezembro de 2009, foi editada a Medida Provisória nº 472. Ao ser analisada pelo Congresso Nacional, incluiu-se o artigo 5º-A na Lei nº 11.442/2007. Dessa forma, o legislador determinou que o pagamento pelo serviço de transporte realizado por Transportadores Autônomos de Cargas – TAC, por Empresas de Transporte de Cargas – ETC com até três veículos ou por membros de uma Cooperativa de Transportadores de Carga – CTC fosse somente realizado por meio de crédito em conta depósito mantida por instituição bancária ou por outro meio de pagamento regulado pela ANTT, vedando assim o uso da Carta-Frete. Com isso, surgiram os conceitos do Pagamento Eletrônico de Frete (PEF) e de Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete – IPEFs, que visam centralizar e organizar o mercado acessório ao mercado do Transporte Rodoviário de Cargas.

Em abril de 2011, foi publicada a Resolução ANTT nº 3.658/2011 para regulamentar o Pagamento Eletrônico de Frete, previsto na Lei nº Lei nº 11.442/2007. Nessa temática, além de assuntos relacionados ao transporte, a ANTT assumiu a habilitação das Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete – IPEFs.

Resolução ANTT nº 3.658/2011 foi substituída pela Resolução ANTT nº 5.862, de 17 de dezembro de 2019 (com vigência a partir de 16/01/2020*), após a realização da Audiência Pública nº 004/2019. Entre as alterações incorporadas na nova regulação do tema, destaca-se a obrigatoriedade de emissão do Código Identificador da Operação de Transporte – CIOT para todas as operações do transporte rodoviário remunerado de cargas, em decorrência do disposto no art. 7º da Lei nº 13.703/2019, que estabeleceu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. No entanto, destaque-se que essa obrigação, para o caso de contratação de transportadores que não são TAC ou equiparados, só passará a vigorá após 15 dias da entrada em vigor da Resolução ANTT nº 5.862/2019.

Os procedimentos para cadastramento da Operação de Transporte e correspondente geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), quando realizados por meio das Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEFs), foi estabelecido por meio da Portaria nº 019, de 20 de janeiro de 2020.

* Prazos:

– A obrigatoriedade de cadastrar a Operação de Transporte e da correspondente geração do CIOT será aplicável somente para os casos de contratação ou subcontratação de TAC e TAC-equiparado, até 15 dias após a data de entrada em vigor da Resolução ANTT nº 5.862/2019. Após esse prazo, será obrigatório para a contratação de qualquer transportador. A Resolução ANTT nº 5.862/2019 entrou em vigor no dia 16/01/2020.

– O inciso II do art. 5° da Resolução ANTT nº 5.862/2019 entrará em vigor em até 240 (duzentos e quarenta) dias, a contar da vigência da citada Resolução. 

GUIAS DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DISPONÍVEIS PARA PAGAMENTO

Acesse no link abaixo para emitir sua guia:

http://setcarce.sindis.com.br/sindis/pub/process/BoletoContribuicao/?ACAO=contribuicao&tipo=Sindic

 

Acesse no link abaixo para emitir a TABELA PARA CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL:

http://setcarce.org.br/wp-content/uploads/2020/01/2020-Tabela-da-Contribui%C3%A7%C3%A3o-Sindical.pdf

 

Caro Empresário do TRC

 

Estamos encaminhando com a presente a guia de contribuição sindical relativa ao exercício de 2020, cujo valor deverá ser pago em conformidade com a tabela publicada pela Confederação Nacional do Transporte – CNT no Diário Oficial da União de 08.12.2017, de acordo com o Capital Social da empresa, sendo os valores fixados conforme o disposto no artigo 580, inciso III, §§ 3º, 4º e 5º da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452 de 1º de maio de 1943).

Segundo o disposto na lei a contribuição sindical destina-se à manutenção das entidades sindicais de representação da categoria econômica – no caso do Transporte Rodoviário de Cargas – pelos Sindicatos e Federações das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas, todos vinculados à Confederação Nacional do Transporte – CNT.

Faz-se necessário destacar a importância da atuação do seu Sindicato, da Federação e das entidades nacionais do setor de transporte rodoviário de cargas, na defesa dos interesses das empresas de transporte, ao longo dos últimos anos, demonstrando-se, assim, o cumprimento de sua missão e como são gastos e são aplicados os recursos arrecadados das empresas da categoria representada.

A atuação política de nossas entidades levaram a conquistas importantes para o setor, como a desoneração da folha de salários que significou a redução da contribuição previdenciária da empresa em vigor há quatro anos e que poderá ter continuidade em razão da defesa intransigente da manutenção desse benefício pelos dirigentes sindicais junto ao Congresso Nacional e Governo Federal, com a mais recente vitória obtida pela postergação da votação de projeto de lei que visa acabar com a desoneração, ficando assim assegurada a desoneração para o exercício de 2018.

Outras duas conquistas importantes decorrente da atuação das entidades sindicais do setor: a obtenção de liminar em Ação Direta de Constitucionalidade promovida pela CNT, pela qual foi reconhecida a legalidade da terceirização da atividade fim pela transportadora, com base na Lei 11.442/2007 e que terá como consequência principal a suspensão de todas as ações de reconhecimento de vínculo empregatício na contratação do transportador autônomo pela empresa de transporte rodoviário de cargas, além da anulação das autuações do Ministério do Trabalho. A segunda conquista é a recente aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que trata do Marco Regulatório dos Transportes trazendo atualização e aperfeiçoamentos à Lei nº 11.442/2007 no sentido de dar maior segurança jurídica ao transportador nas suas relações com embarcadores, seguradoras, corretoras de seguro, gerenciadoras de riscos e outros agentes e operadores de atividades correlacionadas.

As entidades sindicais do setor de transporte tiveram destacada atuação para a importante conquista do setor produtivo que foi a recente reforma trabalhista, modernizadora da relação capital e trabalho, trazendo maior segurança ao empregador nessa relação.  O setor de transporte rodoviário de cargas foi dos mais atuantes na tramitação da reforma, contribuindo com sugestões na sua formulação que acabaram acolhidas no Congresso Nacional e incorporadas na lei promulgada pelo Presidente da República.

A nova legislação trabalhista enfatiza o princípio da prevalência da negociação coletiva entre os sindicatos de empregados e o patronal, o que torna ainda mais importante a atuação do seu sindicato que já desempenhava esse importante papel de negociar em nome das empresas, normas do contrato de trabalho de aplicação coletiva na sua base de representação.

Com a ampliação do campo de negociação coletiva entre as entidades sindicais de empregados e empregadores o seu sindicato tem elevada a sua responsabilidade para a defesa dos direitos e interesses das empresas que representa. Esta responsabilidade maior exige o fortalecimento das entidades sindicais o que somente será alcançado com a maior participação do empresário do setor. Essa participação deverá ser através da presença nas atividades do Sindicato, mas também no esforço de sustentação financeira das entidades.

O seu Sindicato é que vai negociar pela sua empresa e para isso será preciso manter-se forte. A sua contribuição torna-se imprescindível.

Atenciosamente

Clovis Nogueira Bezerra

Presidente

 

 

 

EM REUNIÃO NA ADECE, CÂMARA SETORIAL DE LOGÍSTICA DISCUTE GARGALOS NA INFRAESTRUTURA DO ESTADO

A Câmara Setorial de Logística realizou sua primeira reunião do ano, ontem 21/01, na sala de reuniões da ADECE – Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará, sob nova Presidência,  Marcelo Maranhão, Diretor do SETCARCE.  Foram discutidos a logística do nosso estado, como o atraso nos reparos na rodovia CE-155 (acesso ao porto do Pecém), e a falta de manutenção nos pontilhões da BR 116.

Foram tratadas a reestruturação das instituições e representantes na Câmara e o Planejamento das atividades para o ano de 2020.

O SETCARCE esteve também representado pelo diretor Marco Massari e o gerente Espedito Róseo Jr.

 

 

 

ANTT publica nova tabela de frete

om as alterações, o piso aumentou de 11% a 15%

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou, na quinta-feira (16), a Resolução nº 5.867/2020, que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos, referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado, instituído pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC).V

A nova norma tem como principais características:

1- A obrigação do pagamento do frete de retorno está prevista na nova resolução, para as operações impedidas pela regulamentação de trazer cargas no retorno. (Um exemplo é um caminhão que transporta combustível e não pode voltar transportando outro tipo de carga).

2- Foi incluída, no cálculo do piso mínimo, a cobrança do valor das diárias do caminhoneiro.

3- Foi incluída na tabela uma novo tipo de carga: a pressurizada. Agora são 12 categorias.

4- Foram criadas duas novas tabelas para contemplar a operação de carga de alto desempenho. As Operações de Alto Desempenho são as que levam menor tempo de carga e descarga (antes tinham as tabelas para a operação padrão).

5- Atualização monetária dos itens que compõem a tabela, como pneu, manutenção, etc (prevista na legislação de acontecer a cada semestre).

Confira aqui a resolução completa. 

Histórico – A Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (conhecida como Tabela de Frete) foi estabelecida pela Medida Provisória nº 832/2018 e convertida na Lei nº 13.703/2018. Em cumprimento às normas legais, a ANTT publicou, por meio da Resolução ANTT nº 5.820/2018, as tabelas com os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes, por eixo carregado. As tabelas de pisos mínimos têm natureza vinculativa e foram elaboradas conforme as especificidades das cargas, sendo divididas em: carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel.

As primeiras tabelas, constantes do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.820/2018, foram atualizadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro/2019, além das atualizações decorrentes de oscilação do preço do óleo diesel, conforme determinação legal.

A Lei nº 13.703/2018 estabelece que a publicação dos pisos ocorrerá até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, e os valores serão válidos para o semestre em que a norma for editada.

A nova Resolução é resultado do primeiro ciclo regulatório do projeto entre a ANTT e a entidade sem fins lucrativos ESALQ-LOG/FEALQ-USP, que será desenvolvido durante 21 meses (a contar de janeiro de 2019).

Para a primeira etapa do ciclo, foram realizados: análise da metodologia da Resolução ANTT nº 5.820/2018; análise de impacto regulatório; estudos sobre os diversos mercados de fretes; revisão da metodologia de custo operacional total (piso mínimo de frete); definição dos insumos que compõem os custos de transporte de cargas; pesquisa para ampla participação social e contribuições em indicadores operacionais do custo de transporte (questionário presencial e online); definição da metodologia de coleta de dados; e processo de participação e controle social (Tomada de Subsídios nº 009/2018, Tomada de Subsídios nº 019/2018, Audiência Pública nº 12/2018 e Audiência Pública nº 2/2019).

A participação da sociedade e do mercado foram essenciais para fundamentar a norma. Na Audiência Pública nº 2/2019, foram promovidas cinco sessões presenciais e foram recebidas e analisadas 555 contribuições no total.

Entenda tudo sobre a PNMP aqui.

Texto atualizado

Com informações ANTT

Por Agência CNT de Notícias

DPVAT 2020 começa a receber pedidos de restituição de quem pagou a mais; saiba como fazer

Fonte: G1

Solicitação de ressarcimento deve ser feita no site da Seguradora Líder, administradora do seguro, e leva até 2 dias úteis para ser processada. Nesta quarta, 15, usuários reclamaram de instabilidade no site para pedir reembolso.

O pedido de ressarcimento para quem pagou a mais no DPVAT 2020 começou nesta quarta-feira (15), e deve ser feito pela internet, em um site da Seguradora Líder, que administra o seguro obrigatório.

A empresa diz que cerca de 2 milhões de pessoas têm direito de receber o estorno. Até às 18h30 desta quarta, mais de 150 mil solicitações de restituição foram feitas, afirmou a gestora.

O seguro obrigatório começou a ser cobrado no início do ano, com os mesmos valores de 2019. Isso porque, em dezembro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, tinha barrado a proposta da gestora de diminuir os montantes em 2020. Ele voltou atrás e liberou a redução no último dia 9 de janeiro.

Os pedidos devem ser feito num site específicohttps://restituicao.dpvatsegurodotransito.com.br, e não no site da Susep. Após enviada a solicitação, o ressarcimento com a diferença de valores será feito na conta corrente ou conta poupança do proprietário do veículo em até 2 dias úteis, afirma a gestora do DPVAT.

Instabilidade e ‘pagamento não localizado’

Durante a manhã, a página para pedir o reembolso apresentou instabilidade e lentidão. Questionada pelo G1, a Seguradora Líder disse, às 12h55, que “está trabalhando para reduzir a lentidão e as instabilidades”.

Além da instabilidade no sistema de ressarcimento do DPVAT, alguns usuários estão relatando dificuldade para finalizar o cadastro. No Twitter, motoristas disseram que o sistema indica como “pagamento não localizado”, o que impe de finalizar a solicitação.

Em resposta, a Seguradora Líder disse que é importante que o campo “data do pagamento” no site seja preenchida pela data que está no comprovante de quitação do DPVAT. Além disso, os valores pagos precisam ser colocados com exatidão no site, afirmou a gestora do seguro obrigatório.

SETCARCE REALIZA APRESENTAÇÃO DA RESOLUÇÃO 5.862/ANTT

O SETCARCE realizou na manhã desta quarta-feira, 15/01, apresentação da Resolução 5.862 da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres  de 17 de dezembro de 2019, que estabeleceu a obrigatoriedade da emissão do CIOT – Código Identificador da Operação de Transporte, para demais participantes envolvidos no transportes de cargas. A reunião ocorreu no auditório do SETCARCE, com a presença do assessor jurídico Dr. Marcos Vianna.

A antiga resolução, que regulamentou o cadastro da operação de transporte para geração do CIOT – Código Identificador da Operação do Transporte, só envolvia a subcontratação por parte do transportador e a contratação por meio do embarcador de serviços de transporte de motorista autônomo de carga ou transportadora com até três veículos de cargas cadastrados na ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Já com a alteração, a nova regulamentação prevê a exigência do CIOT para todas as operações de transporte, em que, o não cumprimento aos procedimentos previstos no documento acarretarão multas no valor de R$ 550,00 à R$ 10.500,00 por infração cometida. A resolução entrará em vigor na próxima sexta-feira, dia 17 de janeiro.

Disponibilizamos a apresentação na íntegra através de vídeo na página do SETCARCE e no facebook. assim como os slides da apresentação.

Apresentação CIOT

URL – facebook

 

 

 

 

Acordo entre ANTT e CNT busca mais eficiência para o setor de transporte rodoviário de cargas

(Foto: ASCOM/ANTT)

O Diretor Geral da ANTT, Mario Rodrigues Junior, assinou ontem, dia 08/01, na sede da Agência, um acordo de cooperação técnica entre a ANTT e a Confederação nacional do Transporte – CNT, com objetivo de somar esforços para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das várias atividades do setor rodoviário de cargas. Dentre as tarefas estabelecidas entre as partes, destaca-se:

1.Executar atividades relacionadas inscrição e manutenção do cadastro Empresas de Transporte de Cargas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviário- RNTRC;

  1. 2. promover o intercâmbio de informações entre os respectivos sistemas de registro;
  1. 3. executar fiscalizações, por meio de operações conjuntas ou separadas, quanto ao cumprimento das obrigações pactuadas,

4.realizar estudos de viabilidade técnica econômica e análises de impacto regulatório em temas afetos ao transporte rodoviário de cargas.

Essas atividades vão trazer diversos avanços na prestação de serviços e maior eficiência para o setor de transporte rodoviário de carga. Os benefícios serão diversos, como: ampliar integração entre os sistemas das entidades, melhorar o desempenho dos serviços oferecidos à comunidade e criar novas soluções para atender e agilizar as demandas. Além disso, o acordo vai permitir maior rapidez na adaptabilidade e criações de novas normas e marcos regulatórios, necessário diante de um cenário volátil como o rodoviário de cargas do Brasil. Todas essas ações que serão executadas durante o acordo de cooperação vão representar uma economia significativa para os embarcadores, transportadores, governo e sociedade.

Fonte: Portal NTC

REALIZADA REUNIÃO DA DIRETORIA DO SETCARCE

A diretoria do SETCARCE reuniu-se hoje, dia 07 de janeiro de 2020, na sede do Sindicato para tratar de assuntos relevantes para o setor de transporte de carga e logística do Estado do Ceará

Destacamos:

  • As AÇÕES IMPETRADAS PELO DEPARTAMENTO JURÍDICO DO SETCARCE. O Diretor Jurídico atualizou sobre o andamento das ações a seguir: Exclusão do ICMS na apuração do PIS/COFINS; ISS no cálculo do PIS/COFINS, ICMS sobre o frete intermunicipal/Carga Líquida; ICMS sobre aquisição de veículos de transporte de cargas; Recuperação de Contribuições previdenciárias sobre aviso prévio e verbas rescisórias.
  • FESTA DE ANIVERSÁRIO DO SETCARCE; Foram estipulados as datas/ano em que serão celebradas as comemorações de aniversário de fundação, sempre  terminadas em 0 e 5.
  • ASSOCIAÇÃO DO SETCARCE À CÂMARA BRASIL PORTUGAL; O assunto ficou sob análise.
  • FÓRUM FISCAL SETCARCE/SEFAZ; Observadas as empresas que fazem parte do fórum, como também as condições as empresas fazerem parte das reuniões do Fórum, que ocorrem mensalmente.
  • CONET&INTERSINDICAL – 06 E 07 DE FEVEREIRO/2020 – CURITIBA/PR;
  • Uniformidade das CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA FETRANSLOG;
  • PROGRAMAÇÃO DE FÉRIAS DOS FUNCIONÁRIOS DO SETCARCE;
  • CALENDÁRIO DE REUNIÕES DA DIRETORIA DO SETCARCE 2020;
  • INADIMPLÊNCIA DOS ASSOCIADOS DO SETCARCE;
  • CIOT PARA TODOS;
  • Sugerido a criação do Fórum de Trabalha para avaliar a Convenção Coletiva de Trabalho;

 

 

Indústria de carrocerias de caminhão cresce 50% no Ceará em 2019

Fonte: Diário do Nordeste

Foram vendidos 309 equipamentos para caminhões no ano passado ante 206 em 2018, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Comércio, indústria e combustíveis exigiram mais deslocamento

Os setores de comércio, indústria e combustíveis tiveram maior demanda pelos equipamentosFOTO: NATINHO RODRIGUES

A indústria de implementos rodoviários, que incluem reboques, semirreboques e carrocerias, foi o segmento que mais cresceu no mercado de veículos cearense no ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, foram vendidos 309 componentes responsáveis pelo transporte de cargas no Estado, resultado 50% maior que o do ano anterior, quando foram vendidos 206 equipamentos. Os setores de comércio, indústria e combustíveis tiveram maior demanda pelos produtos.

De acordo com Marcelo Maranhão, diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Ceará (Setcarce) e presidente da Câmara Setorial de Logística (CSLog) da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), o setor aqueceu mais fortemente no último trimestre do ano passado. “Nos setores de comércio, indústria, combustíveis (derivados de petróleo) e carregamento de mercadorias fracionadas (quando são colocados pedidos de vários clientes, que possuem pouca mercadoria para ser enviada de forma unitária)”, aponta.

“Além disso, também demos suporte no Porto do Pecém, que teve uma grande movimentação no ano passado. Houve deslocamento de produtos agrícolas e industriais para serem depositados em contêineres, destinados à exportação”, explica o diretor.

Intermodalidade

Ele aponta que o modal rodoviário é forte complemento à cabotagem, prática de transporte de mercadorias entre portos brasileiros que vem crescendo no Porto do Pecém. “Você não tem como fazer cabotagem sem antes utilizar o transporte rodoviário. Você precisa trazer os produtos agrícolas e indústrias dos centros de produção para o porto. E vice-versa”, pontua.

Só em dezembro, foram comercializados 33 equipamentos de transporte de carga. Maranhão avalia que mais empresas decidiram adquirir equipamentos para formar uma frota própria de transporte de carga no intuito de reduzir a dependência dos caminhoneiros autônomos .

“No ano passado, as empresas voltaram a investir no segmento. Depois da greve dos caminhoneiros, elas passaram a investir mais em equipamentos próprios para diminuir a dependência do autônomo, porque elas dependiam muito deles para fazer seus transportes, principalmente nas cargas fracionadas “, explica.

Confiança

Maranhão pondera que outro fator que influenciou novos investimentos no segmento foi a confiança do empresariado diante dos estímulos que o Governo Federal realizou na economia brasileira em 2019. “Houve poucos investimentos nos anos anteriores (em 2017 e 2018), porque não havia tanta convicção do comportamento do mercado. E aí o comerciante ou industrial deixa de comprar, o que afeta o transporte. Mas agora, os empresários estão investindo mais porque estão confiantes”, acrescenta.

Para este ano, a expectativa é de que o ramo da construção civil do Ceará consiga avançar com resultados satisfatórios, como é o caso do Sudeste do Brasil, que já registrou saldos positivos, segundo Maranhão. “Acreditamos que no meio do ano a gente já tenha reação nesse segmento. E vai demandar mais carregamento, porque ele é um grande transportador de materiais pesados. E isso dá uma alavancada na economia “, diz.