Balança inicia o mês com superávit de US$ 1,85 bi

BalancaA balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,85 bilhão, na primeira semana deste mês, tendo um impacto relevante no balanço anual. O saldo positivo resultou de US$ 6 bilhões em exportações e US$ 4,21 bi em importações, nos quatro dias úteis do mês. Com isso, no acumulado do ano, é a primeira vez que a balança fica superavitária, com resultado positivo em US$ 236 milhões. Até o fim do mês passado, o total acumulado estava negativo em US$ 1,6 bilhão. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O resultado da balança brasileira, abrindo o mês no azul, foi em função da exportação de uma plataforma de petróleo e gás, que, segundo informações do ministério, representou ingresso financeiro de US$ 1,9 bilhão. Puxadas pela plataforma, as vendas externas de manufaturados cresceram 119,5%, em comparação com as de outubro do ano passado. Entre os itens de maior valor agregado, também houve incremento nas exportações de motores e geradores, veículos de carga e automóveis de passeio.

SEMIMANUFATURADOS

A comercialização de produtos básicos, igualmente, aumentou na primeira semana de outubro, crescendo 24,2% ante o mesmo mês do ano passado, em função de petróleo bruto, soja em grão, minério de ferro, carne bovina e folhas de fumo. As exportações de semimanufaturados foram as únicas em queda, com recuo de 25%. No total, a média diária exportada ficou em US$ 1,51 bilhão, contra US$ 989,2 milhões em outubro de 2012, representando uma elevação de 53,4%.

As importações alcançaram média diária de US$ 1,054 bilhão, 15,3% superior à de outubro de 2012. Movimento explicado, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (139,4%), aparelhos eletroeletrônicos (22,6%), siderúrgicos (14,7%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (9,8%) e borracha (7%).

A balança comercial brasileira está se recuperando após uma série de resultados negativos neste ano, causados, principalmente, pela diminuição nas exportações e aumento nas importações de petróleo. Houve queda na produção brasileira, em função de paradas programadas para manutenção de plataformas. Com a retomada da produção, o Governo Federal espera encerramento do ano com superávit.

Fonte: O Estado