Empresa Associada Makro Engenharia adquire 32 guindastes

Guindaste Makro

Entre junho e agosto deste ano, a empresa cearense Makro Engenharia receberá os primeiros guindastes produzidos no Brasil pela norte-americana Manitowoc. O negócio entre as duas companhias foi concretizado no último sábado (31), dia da inauguração da fábrica da multinacional em Passo Fundo, a 280Km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Trata-se da primeira encomenda da planta fabril da multinacional no País. E os equipamentos já têm destino certo: as obras de mineração, energia, óleo e gás, em todo o Norte e Nordeste. “A ordem de compra envolve 32 equipamentos, com capacidade entre 60 e 350 toneladas, adquiridos para complementar a nossa frota”, afirma o empresário Fernando Rodrigues, presidente da Makro.

Passo Fundo (RS). Entre junho e agosto deste ano, a empresa cearense Makro Engenharia receberá os primeiros guindastes produzidos no Brasil pela norte-americana Manitowoc. O negócio entre as duas companhias foi concretizado no último sábado (31), dia da inauguração da fábrica da multinacional em Passo Fundo, a 280Km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Trata-se da primeira encomenda da planta fabril da multinacional no País. E os equipamentos já têm destino certo: as obras de mineração, energia, óleo e gás, em todo o Norte e Nordeste. “A ordem de compra envolve 32 equipamentos, com capacidade entre 60 e 350 toneladas, adquiridos para complementar a nossa frota”, afirma o empresário Fernando Rodrigues, presidente da Makro.

Nem todas as máquinas serão fabricadas em Passo Fundo, já que a unidade gaúcha produzirá, a princípio, os guindastes RTs, modelos 765, 880 e 890. Alguns equipamentos virão das unidades fabris da Manitowoc nos Estados Unidos e na Alemanha, dentro de 12 a 16 meses. A fábrica gaúcha é a primeira do grupo na América Latina.

O reforço na frota da Makro, segundo o diretor financeiro da companhia, Fernando Rodrigues Filho, faz-se necessário porque a empresa está hoje nas principais obras de infraestrutura do Ceará e do Brasil.

“Estamos na montagem da estrutura metálica do Castelão, na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), na refinaria cearense, nos parques eólicos e até no Acquario”, comenta, acrescentando que a empresa já está negociando a aquisição de mais dois modelos de guindastes, com capacidade de 400 a 750 toneladas. O preço de um equipamento de menor porte custa cerca de R$ 20 milhões.

A Makro ocupa a primeira posição no Brasil na carteira de obras de parques eólicos, com 400 torres contratadas. Metade delas já foi entregue, sendo 20% no Ceará. “Atuamos fortemente neste segmento da energia, em projetos com a GE, a Wobben Enercon, a Suzlon, a Impsa e a Austom”, explica Fernando Filho. A mais recente parceira é a alemã Fuhrländer, que inicia amanhã a construção da sua fábrica de aerogeradores no Pecém.

A demanda tem sido tão intensa que a empresa está criando uma divisão só para a área de eólicas, a Makro Wind. “Isto porque fazemos o transporte, o içamento e a montagem eletromecânica das torres”, comenta o presidente da Makro. O Brasil tem R$ 24 bilhões em projetos de parques eólicos para os próximos 15 anos, sendo 80% destes investimentos alocados no Nordeste. Do montante global, R$ 8,5 bilhões foram licitados e apenas R$ 1,6 bilhão efetivamente contratado até março deste ano.

Mercado próspero

A fábrica da Manitowoc Crane em Passo Fundo representa um investimento de R$ 75 milhões, gerando inicialmente, 55 empregos diretos, e com previsão de faturamento de R$ 250 milhões.

“A empresa vem efetuando vendas para o Brasil há mais de 10 anos e, a partir desta experiência, viu a oportunidade de abrir uma unidade fabril na América Latina, pois é crescente a demanda do mercado brasileiro para este tipo de equipamento”, afirma Mauro Nunes, diretor-geral da Manitowoc no Brasil. Para Lawrence J. Weyers, vice-presidente Executivo para as Américas, o Brasil tem hoje um dos mercados mais prósperos do planeta. A América Latina representa cerca de 30% das vendas mundiais da multinacional, das quais cerca de 15% são brasileiras.

A Manitowoc atua em todo o território nacional, com destaque para os estados do Ceará, Pernambuco, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

NE é a menina dos olhos

E o mercado nordestino é a menina dos olhos das indústrias ligadas à construção civil e pesada, por conta, entre outros, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016. “Para toda a infraestrutura necessária, ou seja, atrás de Copa do Mundo, há a necessidade de investimentos em aeroportos, portos, hotéis e restaurantes, por exemplo”, diz o diretor da Manitowoc, sem detalhar quanto o Ceará e o Nordeste representam no faturamento.

Fonte: Diário do Nordeste – Caderno Negócios